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Tratamento: Artigo propõe maior humanização no cuidado ao paciente com câncer

Diante dos tratamentos e exames periódicos cansativos e desgastantes, o doutor em Terapia Intensiva pelo IBRATI, Daniel Xavier, atribuiu a humanização do atendimento, como peça fundamental para garantir o bem estar do paciente

No artigo, o doutor cita a importância de gestos simples como olhar para a pessoa e chamá-la pelo nome

No artigo, o doutor cita a importância de gestos simples como olhar para a pessoa e chamá-la pelo nome (Divulgação)

Ressaltando o Dia Mundial do Combate ao Câncer, realizado nesta terça-feira (08), vale destacar que a cada ano mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com algum tipo de câncer no mundo.

Diante dos tratamentos e exames periódicos cansativos e desgastantes, o doutor em Terapia Intensiva pelo Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva (IBRATI), Coordenador-técnico da ala de Fisioterapia da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCECON), Daniel Xavier, atribuiu a humanização do atendimento à pacientes com a doença, como peça fundamental para garantir o bem estar do paciente.

No artigo, o doutor cita a importância de gestos simples como olhar para a pessoa e chamá-la pelo nome. Segundo Daniel, gestos assim são extremamente eficientes para começar uma boa relação com o paciente e lhe dar um pouco de acolhimento, nesse momento difícil.

Mas o atendimento humanizado vai muito além disso, consiste também em respeitar as diferenças de cada um e dar assistência de acordo com cada necessidade.  O paciente diagnosticado com câncer, na maioria das vezes, está emocionalmente mais fragilizado, ele tem dúvidas e expectativas em relação ao próprio exame e ao resultado, cabe ao profissional de saúde explicar o procedimento em uma linguagem acessível e tranquilizá-lo.

O conceito de atendimento humanizado vem ganhando cada vez mais força por meio de ações da sociedade e do Ministério da Saúde. Esse movimento é uma necessidade para tentar melhorar o atendimento nos serviços de saúde em geral. No fim, toda a equipe sente-se bem ao oferecer esse tipo de atendimento, a satisfação do paciente é muito gratificante.

Na UTI, o fisioterapeuta, um dos profissionais de saúde que atuam dentro da equipe multidisciplinar, sempre busca alguns benefícios para seus pacientes, como por exemplo: e melhorar sua qualidade de vida e aliviar os sintomas físicos.

No entanto, o paciente internado na UTI necessita de cuidados de excelência, dirigidos às evidências patológicas as questões psicossociais, que se tornam intimamente interligadas a doença física. O temor, a ansiedade e as angustias do paciente podem agir negativamente no seu processo de adaptação no setor, bem como em relação à equipe de saúde e a sua recuperação.

O objetivo do trabalho do fisioterapeuta não está na doença, mas no indivíduo, e em seus movimentos. O fisioterapeuta trabalha a disfunção do movimento humano, em todos os níveis de atenção à saúde, desde a prevenção até a reabilitação. Assim como o psicólogo, a fisioterapia lida não apenas com o trauma, mas também com o medo das limitações, não se detém apenas na recuperação funcional, mas também explica que sequelas podem ser obstáculos a serem vencidos.

Nesse contexto, a comunicação surge como ato fundamental para adequada qualidade da Terapia Intensiva. O paciente espera ser informado, minimizando o medo do estranho mundo hospitalar. A falta de informação provoca insegurança e a omissão de informação provoca desconfiança. Não basta transmitir a informação, e preciso esclarecer o sentido das palavras para que o paciente entenda.

O uso de linguagem técnica dificulta o entendimento do paciente leigo, sobretudo de baixa instrução. Contudo é possível observar que o paciente valoriza mais, no profissional de saúde, a competência humana de ser afetivo, de conversar e incluí-lo em decisões clinicas, do que sua habilidade técnica.

*fonte: Artigo DR. DANIEL XAVIER