Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Ópera baseada na poesia de Max Carphentier será reapresentada no Teatro Amazonas, em Manaus

A obra de resgate infantil e folclórico, 'Onheama', terá sua segunda apresentação nesta quarta (28), por meio do XVIII Festival Amazonas de Ópera

Reapresentação da ópera 'Onheama' promente encantar novamente os amazonenses

Reapresentação da ópera 'Onheama' promente encantar novamente os amazonenses (Divulgação/Milena Di Castro)

A mitologia amazônida entrelaçada na saga de um mini-guerreiro ganha uma brilhante revisitação musical para o público infanto-juvenil na obra “Onheama”, que terá sua segunda apresentação nesta quarta-feira (28), às 20h, no Teatro Amazonas (Largo São Sebastião, Centro), por meio do XVIII Festival Amazonas de Ópera. Não é a toa que a apresentação cativou plena lotação em sua data de estreia mundial, ocorrida no último domingo (25). Um caldeirão de cores, lendas, dinamismo, talento (tanto adulto quanto infantil) e um leve humor se espreitaram ao público que conferiu a obra, classificada como uma ode à infância dos cidadãos da Amazônia.

Tecida com base no poema “A infância de um guerreiro”, de Max Carphentier, a ópera teve as palavras de seu texto redesenhadas com música pelo renomado regente João Guilherme Ripper e ganhou vida por meio da coragem e maturidade musical do sopranino Edilson Cardoso, intérprete de Iporangaba, o protagonista da história. Nela, ele trava uma caminhada acompanhado da sereia Iara (soprano Dhijana Nobre) e pelo boto (tenor Enrique Bravo), para salvar Guaraci, o chamado Sol dos Domínios, do “estômago” da onça celeste Xivi (soprano Isabelle Sabrié, competentemente equilibrada na dupla interpretação do felino e de Nhandeci, a mãe da tribo). A introdução da saga é cantada por Tuxaua, o pai da tribo, vivido pelo barítono Rafael Lima.

A libertação de Guaraci do estômago de Xivi acarreta em impedir que a onça devore também a lua e as estrelas, evitando que a tribo dos Manaós e o mundo inteiro sejam submergidos na escuridão eterna. Com duração digerível (em três atos que juntos duram 1h30 min), a montagem seduz a plateia por ser cantada em português, e pelo impressionante brilhantismo dos artistas presentes no palco.

Um destes exemplos é o tenor Enrique Bravo, que mistura o charme da versão humana do boto à comédia (cujo imponente canto e demais gracejos “assustam” e divertem até as vitórias-régias em cena) e a soprano Isabelle Sabrié, a viver no palco as singularidades de mãe da tribo e da onça celeste com verdade e coesão, tornando imperceptível ao espectador o fato de que os dois papéis são interpretados pela mesma mulher.

Pontos

Um fator determinante para o êxito de “Onheama” se evidencia também na capacidade de trazer à tona as lendas regionais em cada ângulo apresentado, a exemplo da aparição do boto enquanto animal e depois o foco na sua transformação, seguido pelo seu cortejo à sereia Iara, nada oposta à sua principal característica no folclore real: a de encantar, quem quer que seja. Uma montagem lúdica ao seu ponto real, de resgatar até na luta e nos passos do pequeno (e grande) corajoso Iporangaba uma analogia entre a curiosidade dos pequenos em desvendar mitos – e o mundo – a fundo.

Serviço

O quê: Reapresentação da ópera “Onheama”

Quando: quarta (28), às 20h

Onde: Teatro Amazonas (Largo São Sebastião, Centro)

Infos: (92) 3633-2850