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Filme ‘Noé’ estreia nesta quinta-feira (03) em cerca de 900 salas de cinema do Brasil

História do Gênesis chega às telas com elenco de estrelas liderado por Russell Crowe em superprodução irregular, orçada em US$ 130 milhões

Superprodução preenche lacunas para tornar história “verossímil”

Superprodução preenche lacunas para tornar história “verossímil” (Divulgação)

Uma história quase tão antiga quanto a Humanidade chega às telas em forma de superprodução hollywoodiana. “Noé”, que entra nesta quinta-feira (03) em cartaz em cerca de 900 salas de exibição do País, é um drama épico com pouco mais de duas horas de duração, repleto de efeitos especiais e estrelado por um elenco de peso, encabeçado por Russell Crowe. À frente e responsável pela empreitada está o diretor norte-americano Darren Aronofsky.

A narrativa do Velho Testamento, vale dizer, persegue o diretor desde a juventude. Após fazer filmes mais modestos, como “Réquiem para um sonho”, ele resolveu encarar a história e recontá-la da forma mais “realista” possível, com a ajuda de efeitos especiais, sendo fiel ao original. De quebra, buscou ainda mergulhar fundo na psiquê do homem eleito por Deus para salvar a sua família e os animais de um dilúvio.

Guardiões na terra

A história de “Noé” começa numa Terra que é como um Jardim do Éden tornado deserto, assolada pela violência e pela maldade humana. Temente a Deus e amigo dos animais, ele recebe, num sonho, a missão de construir uma arca para salvar os animais do dilúvio. O que Noé faz, aconselhado pelo avô Matusalém (Anthony Hopkins), mas também tendo de enfrentar a fúria de um povo que não quer perecer sob as águas, liderado por Tubal-cain (Ray Winstone).

Para transformar a narrativa contida em uns poucos capítulos num longa de 2 horas e 18 minutos, claro, Aronofsky teve de tomar algumas liberdades. Uma delas foi a criação da figura dos Guardiões, anjos que desceram à Terra para ajudar o Homem e foram aprisionados em monstruosos corpos feitos de rocha. Eles ajudam Noé a construir a Arca e a fugir dos bárbaros quando a chuva começa a cair.

Drama intenso

Além dos bichos, Noé leva na sua Arca a mulher Naameh (Jennifer Connelly), os filhos Shem (Douglas Booth), Ham (Logan Lerman) e Jafé (Leo McHugh Carroll), e a adotada Ila (Emma Watson). Quando inicia a viagem, o filme ganha um tom mais dramático, enfocando contradições e conflitos internos vivenciados pelo personagem.

Quando descobre que Ila está grávida de Sem, por exemplo, Noé se divide entre o desejo de manter a família e a missão que acredita ter sido designado a cumprir – livrar a Terra dos Homens e restaurar o Jardim do Éden. O conflito também se instala com Ham, que se vê injustiçado por não ter podido trazer com ele para a Arca uma mulher com quem vivia.

Elenco, efeitos especiais e o forte drama vivido por Noé e a sua família são pontos altos do filme. No conjunto, porém, “Noé” tem um resultado irregular. Isso porque Aronofsky não consegue conciliar muito bem os dois filmes que o compõem: o primeiro, uma aventura épica que lembra tanto “Senhor dos Anéis” quanto “Transformers”; e o segundo, mais interessante do ponto de vista artístico, um drama íntimo e pessoal no seio da família que salvaria a Humanidade do fim.

Amigo dos animais

O astro Russell Crowe aceitou protagonizar “Noé” não apenas por ser uma superprodução de grande visibilidade. O ator revelou que se identifica bastante com o tema. “Darren Aronofsky é um ativista vegetariano, e eu amo os animais, tenho uma profunda conexão com eles”. Ele continua: “Acredito que a forma como olhamos os bichos explica a nossa sociedade. Se mudarmos o jeito que os tratamos, mudaremos também o modo como nos relacionamos”, afirma.

Crowe, no entanto, lamenta não ter contracenado com os animais. Eles foram todos inseridos digitalmente nas cenas. “Os animais digitais foram decepcionantes. Apenas um pássaro era real”, lamentou o ator.