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Filme amazonense representa o Brasil no Toronto Independent Film Festival

A produção amazonense “Strip Solidão”, de Flávia Abtibol, é o único curta-metragem brasileiro selecionado para o festival realizado na maior cidade canadense

A atriz Déborah Ohana interpreta a prostituta Juliana

A atriz Déborah Ohana interpreta a prostituta Juliana (Bárbara Umbra/ Divulgação )

Com 20 minutos de duração, “Strip Solidão”, uma livre transposição do mito das Amazonas para os dias atuais, é o único curta-metragem brasileiro selecionado para participar do Toronto Independent Film Festival, o qual ocorre de 4 a 13 de setembro, na maior cidade canadense. Na produção amazonense assinada por Flávia Abtibol, as mitológicas guerreiras são simbolizadas pelas prostitutas que “habitam” as boates da área portuária de Manaus.

O festival é destinado para filmes verdadeiramente independentes, sendo uma oportunidade fantástica para cineastas desconhecidos mostrarem suas realizações, em um espaço onde todos os jogadores-chave da indústria cinematográfica se reúnem. O Toronto Indie apresenta o melhor do cinema de baixo orçamento de todo o mundo, e mistura-se com as discussões relevantes da indústria.

“A nossa expectativa é a melhor possível. Esse é um festival bem interessante, que acontece ao mesmo tempo do Toronto International Film Festival, um dos festivais mais importantes do Canadá. Para mim, como realizadora de audiovisual da Amazônia, mostrar nossa produção local e uma temática diferente do que eles estão acostumados a ver, é motivo de muito orgulho. O filme aborda sobre a temática indígena, a prostituição numa área da Amazônia e discute o que é esse novo Eldorado”, explicou a diretora. O curta será exibido no dia da abertura do Toronto Independent Film Festival.

Protagonistas

A trama, pontuada por esperança e desilusão, tem como personagens principais a prostituta Juliana, o marítimo Téo e um cineasta estreante. Juntos, os três personagens simbolizam a gênese do mito das Amazonas: Juliana é a própria guerreira, o marítimo Téo simboliza o navegador espanhol Francisco de Orellana e o cineasta representa Frei Gaspar de Carvajal, responsável pelo relato de viagem que deu origem ao mito que perdura até hoje.

“Centenas de homens que trabalham na área portuária de Manaus são marítimos, vendedores de frutas, estivadores, e, quando o sol se põe, eles atravessam a rua e vão se divertir, buscando um pouco de consolo nessas mulheres da área portuária. (...) O filme decide correr um pouco de risco, pois não traz uma história contada de maneira linear, é uma montagem diferente e isso já vinha desde o seu roteiro. É um roteiro arriscado e que não se encaixa em todos os festivais”, garante a realizadora de audiovisual.

Formato

Gravado em sete dias, “Strip Solidão” não é fragmentado em cenas rápidas. “Transcorre num tempo mais devagar para que esses personagens aflorem de forma mais tranquila e mostrem as suas aflições. Temos cenas fortes da preparação da Juliana para subir no palco. Ela se pinta com se fosse para a guerra, pois deve exalar felicidade, ser sensual, mas, na verdade, por dentro, tudo está um caos”.