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Filme manauara é convidado para participar de Festival Internacional de Cartagena

Curta denominado “ASSIM” se prepara rumo à Colômbia para ser exibido no festival de cinema mais antigo da América Latina

"ASSIM” é uma realização da Picolé da Massa Produções, com apresentação da 602 FILMES

"ASSIM” é uma realização da Picolé da Massa Produções, com apresentação da 602 FILMES (Divulgação/Christian Braga)

Mais uma vez o cinema amazonense consegue transcender os limites territoriais do País: o curta-metragem “ASSIM”, cuja sinopse apresenta o cotidiano de duas jovens travestis, foi convidado para participar do Festival Internacional de Cine de Cartagena das Indias (FICCI), previsto para ocorrer de 13 a 19 de março, na cidade de Cartagena, na Colômbia. O FICCI reúne produtos audiovisuais oriundos de toda a América Latina, e é conhecido por ser o festival mais antigo da região, além de ser consolidado como um dos principais polos de discussão e fomento do setor.

O “ASSIM” participará de uma mostra não competitiva intitulada Cine En Los Barrios FICCI. A categoria prevê a exibição de curtas-metragens em locais inusitados, como escolas, universidades, ruas, bairros, centros culturais e demais espaços da cidade colombiana. Para a gestora cultural e artista audiovisual Keila Serruya, que assina a direção do curta, a satisfação pela seleção do curta é fator dominante. “Acredito que as pessoas sempre estão em uma expectativa enorme sobre premiações. A expectativa do grupo aqui é chegar onde o audiovisual não chega”, celebra ela.

Keila julga extremamente necessário o diálogo entre o audiovisual brasileiro com o que é produzido nesse setor pelos “países irmãos”. “O que percebo entre o audiovisual latino é que todos conseguem ‘falar’, representar muito bem a sua cultura. É lindo como conseguem achar elementos para falar como são. Diversos países, como Cuba, Argentina são bem fortes no segmento”, ressalta a artista, lembrando que a exibição pública colabora com a proposta de oferecer a temática e o cinema a todos os públicos. “O filme chega a todos sem distinção. É onde o povo está. Filmes não são para os amantes de cinema, são para todos. Além do mais, amo a rua, foi nela que aprendi a maioria das coisas que sei. Não é para educar, é para instigar”.

Experiência

Em Manaus, o curta já foi exibido no seu lançamento, na quinta edição da Vernissage de Cinema Amazonense Contemporâneo, e no Festival Alimenta Dança (FALD); este último tido por Serruya como o evento que deu ao produto as suas reais proporções como obra audiovisual.

“Lá montamos TVs, um projetor sobre um grande pano branco, e as pessoas estavam relaxadas, alimentadas e abertas às novas sensações e possibilidades. Antes e depois da exibição aconteceu uma performance da Patrícia Fontinne, umas das personagens do curta. Isso faz dele um parêntese no conceito das pessoas sobre o que é uma travesti. Porque primeiro se tem a personagem, que dança, bate o cabelo, se veste com roupas extravagantes e logo depois tem a mesma, projetada em ações cotidianas e simples... como qualquer pessoa. Foi emocionante para mim, pois acredito no híbrido (performance, música, teatro, dança, audiovisual)”, pontua.

O elenco do filme é composto por Patrícia Fonttine e Nayla Bianka; produção executiva de Elenise Maia; direção de fotografia de Yure César e direção de arte de Óscar Ramos.