Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

‘Lucia di Lammermoor’ estreia neste domingo (27) na segunda montagem do FAO

O destaque da montagem do Festival Amazonas de Ópera (FAO) será a encenação da ópera na íntegra. O evento será realizado neste domingo no Teatro Amazonas

Na montagem amazonense de Lucia, diferentes cantores irão se revezar nos papéis principais da ópera

Na montagem amazonense de Lucia, diferentes cantores irão se revezar nos papéis principais da ópera (Claudia do Valle/Divulgação )

Estreia neste domingo (27), às 19h, no Teatro Amazonas, a segunda grande montagem do Festival Amazonas de Ópera (FAO). Trata-se de “Lucia di Lammermoor”, peça lírica em três atos do italiano Gaetano Donizetti (1797-1848), que narra a história de um amor proibido entre personagens de duas famílias rivais, na Escócia do século 17. O destaque da montagem local será a encenação da ópera na íntegra, sem os cortes comuns na maioria das montagens.

“Na maior parte das apresentações, ‘Lucia’ sofre uma porção de cortes, seja pelas dificuldades da partitura, seja por uma tradição que foi adquirindo força, mas que era mais preguiça que vontade de enfrentar as dificuldades”, explica Luiz Fernando Malheiro, diretor artístico do FAO. “Seguimos uma característica importante do Festival, que é o respeito total à partitura. Jamais fazemos os chamados ‘cortes tradicionais’”.

Linhas e variações

“Lucia di Lammermoor” tem direção cênica de Alejandro Chacón, da Opera de Colombia. Já a direção musical e regência são de Marcelo de Jesus, que também assumiu o papel de escrever as variações características das peças do período do bel canto, caso da ópera de Donizetti. Na época do compositor, era comum que os cantores improvisassem sobre as linhas melódicas da partitura, ornamentando a música com outras notas e dificuldades virtuosísticas.

“‘Lucia’ é uma ópera de um estilo em que música e teatro se confundem em importância. É de um período em que o canto, a voz, eram protagonistas, e não a orquestra”, explica Malheiro.

O diretor acrescenta que De Jesus é “especialista em escrever essas variações, dentro de um critério musicológico sério”, e destaca o ineditismo da montagem amazonense. “É uma edição bastante diferente do que se costuma ver no Brasil. Creio que nunca foi feita uma montagem de ‘Lucia’ na íntegra e com esse tipo de cuidado”.

Diferentes elencos

Outra particularidade da “Lucia” do FAO serão os diferentes elencos, com diferentes cantores se revezando nos papéis. O papel de Lucia, por exemplo, será encenado pela mexicana Leticia de Altamirano, nas três primeiras récitas, e pela amazonense Dhijana Nobre, na última delas. “Será a primeira peça com uma amazonense no papel-título”, informa De Jesus.

Além das sopranos, estão no elenco os tenores Paulo Mandarino e Max Jota, dividindo o papel de Edgardo de Ravenwood; os barítonos Homero Velho e Rafael Lima, como Enrico; os baixos Pepes do Valle e Murilo Neves, como Raimondo; as meio-sopranos Andreia Souza e Kelly Fernandes, como Alisa; os tenores Enrique Bravo, como Arturo, e Christiano Silva, como Normando; e o ator Paulo Queiroz, como o Notário.