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Mauricio de Sousa lança livro voltado para a Língua Portuguesa por meio dos desenhos

O desenhista, em entrevista ao BEM VIVER, falou sobre a importância do livro “Vamos falar português! – Volume 1” para a educação, que será lançado no próximo dia 29, na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Quadrinhos ajudam na alfabetização de milhares de crianças, diz Maurício de Sousa

Quadrinhos ajudam na alfabetização de milhares de crianças, diz Maurício de Sousa (Lailson dos Santos/Divulgação )

Desbravador de um poderoso sistema de entretenimento infantil do País – por meio de uma turminha composta por quatro crianças, entre elas uma menina dentuça e um garoto com cinco fios de cabelo – o desenhista Maurício de Sousa, que vai lançar oficialmente o título “Vamos falar português! – Volume 1” no próximo dia 29, na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, enfatiza o que muitos já conhecem ou desconfiam: a sua militância na educação. Em entrevista ao BEM VIVER, ele defende que os quadrinhos podem ser uma ponte divertida e eficaz aos livros.

Voltado aos estrangeiros que queiram aprender português – principalmente àqueles que possuem o idioma como língua de herança – o livro traz ilustrações assinadas pela Maurício de Sousa Produções e foi escrito por Susanna Florissi e Anna Claudia Ramos. Na história, o finlandês Hans, o coreano Kim, a afro-brasileira Ana, a chilena Evita e o americano Sam aportam ao Brasil, em visita ao personagem Pelezinho (inspirado no jogador) e com o objetivo de aprender a língua pátria. Em meio à estadia, os seis amigos aproveitam para passar por pontos turísticos do Brasil, de modo a colocar uma pitada de diversão na aprendizagem.

A Turma da Mônica, por si só, sempre esteve próxima dos amigos portugueses, lembra Maurício. “Começou com o personagem Quinzinho criado em 1989, meio que namorado da Magali. Claro! Trabalha com os pais em uma padaria. Depois, em 2007, criamos o António Alfacinha que é amigo do Cebolinha e tem um amor platônico pela Mônica. Ou Mónica, como chamam a personagem por lá”, destaca. No ano passado, ele lançou o livro “Turma da Mônica, Uma viagem a Portugal” (Editora Leya) com Alfacinha explicando as diferenças do português falado em Portugal e no Brasil, baseada em uma pesquisa feita pelo escritor José Santos.

“Já nesse novo livro fomos contatados pela HUB Editorial que já tinha o texto das escritoras Anna Claudia Ramos e Susanna Florisse. Acharam que nosso desenho encaixava no projeto deles como uma luva. E concordamos”, suscita ele. Maurício também alega ter consciência de que, além de divertirem, os seus quadrinhos também ajudam na alfabetização de milhares de crianças. “Cada vez que vejo um pai chegar perto de mim, nesses encontros pela Bienal do Livro ou outros eventos, e me dizer que aprendeu a ler com minhas histórias, e que agora é seu filho quem está no mesmo processo com as novas historinhas, sinto isso”, afirma Sousa, lembrando que, quando mais jovem, seus pais levavam revistas de quadrinhos a ele, e que isso lhe despertou maior desejo pelos livros. “Na juventude lia um por dia”.

Seleção


Segundo o desenhista, Pelé é “um embaixador brasileiro para o mundo”, não só por sua história de grande jogador de futebol, mas pela sua representatividade como personalidade. “Pode ajudar estrangeiros a se interessarem por nossa língua. Afinal, somos uma das mais faladas no planeta e precisamos nos impor culturalmente nesse mundo globalizado”, diz ele, ressaltando que a escolha da figura de Pelé para ser o guia da história independe da Copa do Mundo. “Até porque o livro está saindo após o evento no Brasil”, completa.

A língua e a tecnologia

A Internet e as redes sociais cada vez mais chegam aos celulares e atingem um número maior de crianças. Isso faz com que o diálogo - que é a linguagem do cotidiano - tenha cada vez mais gírias e criação de novas palavras, diz Maurício. “Por isso faço questão de eu mesmo responder em meu Twitter. Não perdemos leitores nesses mais de 50 anos de publicações porque falamos sempre a linguagem do dia e da hora”, coloca. Ele acredita que a linguagem dos quadrinhos é perfeita como ferramenta para o ensino de português, unindo imagem e texto de forma envolvente. “Reproduz a comunicação das pessoas nos lares, nas escolas e nas ruas. E estimula com a história cheia de ação. Vários professores nos falam sobre o uso que fazem dessa linguagem em suas aulas com total sucesso”, encerra Sousa.