Todo indivíduo, antes mesmo de nascer, depara-se com um tipo de música, canções de ninar por exemplo. Elas são usadas pelas mamães no intuito de acalmar o bebê ainda na gestação. Essa relação entre o som e as atitudes pode ser atribuída a traços de personalidade, segundo os pesquisadores Peter Rentfrow e Samuel Gosling (University of Texas).
A origem da palavra ‘música’ vem do grego mousikê, que significa “arte das musas” e pode ser definida como “arte e ciência de combinar harmoniosamente os sons”. Não é possível definir exatamente quando a música surgiu, mas sabe-se que ao longo da história inúmeros gêneros e estilos foram produzidos e adotados por determinados segmentos.
Peter Rentfrow e Samuel Gosling realizaram uma série de experimentos com diferentes pessoas e chegaram à conclusão de que a música pode contribuir bastante para o entendimento de muitos processos psicológicos. Com base nos resultados obtidos, quatro dimensões de preferências musicais foram identificadas: “Reflexiva/Complexa” (tempo musical lento, instrumentos acústicos, menos vocal), “Intensa/Rebelde” (tempo musical rápido, instrumentos elétricos, mais vocal), “Pop/Convencional” (tempo musical moderado, instrumentos acústicos e elétricos, mais vocal) e “Energética/Rítmica” (tempo musical moderado, instrumentos elétricos, mais vocal).
Veja abaixo seu estilo musical e verifique se há características com sua personalidade

Blues – boa auto-estima, criativos, extrovertidos, gentis, de bem com a vida.
Jazz - boa auto-estima, criativos, extrovertidos, de bem com a vida.
Música clássica – boa auto-estima, criativos, introvertidos, de bem com a vida, inteligentes.
Rap - boa auto-estima, extrovertidos, criativos.
Ópera - boa auto-estima, extrovertidos, gentis, inteligentes.
Country – Trabalhadores, extrovertidos.
Reggae – boa auto-estima, criativos, pouco trabalhadores, extrovertidos, gentis, de bem com a vida, tranquilos.
Dance – criativos, extrovertidos, rudes.
Indie – baixa auto-estima, criativos, pouco trabalhadores, rudes.
Rock/heavy metal – Baixa auto-estima, criativos, pouco trabalhadores, introvertidos, gentis, irreverentes, críticos.
Pop – boa auto-estima, pouco criativos, trabalhadores, extrovertidos, gentis, desassossegados.
Soul – boa auto-estima, criativos, extrovertidos, gentis, de bem com a vida.
Forró/brega – boa auto-estima, extrovertidos, desassossegados, boêmios.
Pagode/samba – boa auto-estima, extrovertidos, românticos, boêmios, pouco trabalhadores.
Axé – boa auto-estima, desassossegados, extrovertidos e festeiros.
Gospel – tranqüilos, boa auto-estima e credores de religião.
Aparentemente, existe uma correlação entre dimensões de preferência musical e estabilidade emocional, depressão, e auto-estima, sugerindo que estados emocionais crônicos exercem um grande efeito sobre a preferência musical, nem que seja durante um período ou apenas em um dia ruim ou de grande alegria.

A música é um fator que altera a química do nosso cérebro, sobretudo quando está presente na maioria dos locais que habitualmente frequentamos. Independente do tipo de música que cada um ouve, o fundamental é aproveitar a emoção que cada estilo libera.