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Nudez frontal no cinema quebra barreiras em nome da arte

Imagens da atriz Scarlett Johansson, nua em ‘Sob a pele’, caem na web e abre mais uma vez o questionamento sobre a nudez nas telonas do cinema  

Musa vive uma alienígena no elogiado filme de Jonathan Glazer

Scarlett Johansson vive uma alienígena no elogiado filme de Jonathan Glazer (Divulgação)

Considerada uma das atrizes mais sexys da sua geração, Scarlett Johansson cansou de usar - e abusar - da beleza em seus papéis, como no drama “Ponto final - Match point” e, atualmente, no blockbuster “Capitão América: O Soldado Invernal”. No entanto, ela nunca havia feito uma cena sequer de nudez na carreira, até aceitar participar do elogiado “Sob a pele”. Na ficção científica dirigida por Jonathan Glazer (do polêmico “Reencarnação”), Johansson deixa pouco para a imaginação dos marmanjos e aparece completamente nua na tela. Registros dessa cena em particular já estão rodando a Internet.

“Você tem que pesar o tamanho do risco que está correndo: é gratuito? É para saciar a vaidade? Ou é uma importante parte da jornada de autoconhecimento desta personagem? Qual é o jogo?”, questionou a atriz em entrevista à agência WENN. “É claro que a última coisa que Jonathan (Glazer) queria era levar a audiência para fora da história apenas para ter esta cena de uma alienígena nua”, completou.

Em “Sob a pele”, Laura (Johansson) é um ser extraterrestre que vem à Terra disfarçada com a forma estética perfeita de uma mulher fascinante. Ela vasculha estradas remotas e usa sua sexualidade voraz. Ela é mortal e eficiente, mas ao longo do tempo ela se vê atraída pela complexidade da vida no planeta. Com esta nova humanidade, ela se encontra em rota de colisão com sua própria espécie. O filme, que estreia no Brasil no próximo dia 15, tem ainda no elenco Jeremy McWilliams e Lynsey Taylor Mackay.

PARA MAIORES

Rooney Mara deixou de lado o jeito de boa moça para viver Lisbeth, em 'Os homens que não amavam as mulheres'

Scarlett Johansson não foi a única a se despir por um personagem. Na verdade, a polemizada “nudez frontal” se tornou algo bastante comum na Sétima Arte - principalmente nos últimos anos. Nomes como Michael Fassbender (“Shame”), Rooney Mara (“Os homens que não amavam as mulheres”), Nicole Kidman (“De olhos bem fechados”), Ewan McGregor (“Trainspotting”), Gael García Bernal (“Má educação”), Eva Green (“Os sonhadores”), Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos (“Azul é a cor mais quente”) são apenas alguns dos que perderam as roupas, e a vergonha, na telona.

No Brasil, os melhores exemplos da ousadia são Norma Bengell (“Os cafajestes”) e, recentemente, Nathalia Dill (“Paraísos artificiais”). “Depende muito da forma como a nudez é abordada”, defende o jornalista Emerson Medina. Segundo ele, é a proposta do filme que vai determinar se a cena é de bom gosto ou não. “Não lembro de ter assistido a um longa onde eu tenha ficado desconfortável com a nudez frontal. Atualmente, vi ‘Tatuagem’, ‘Azul é a cor mais quente’ e ‘Ninfomaníaca’ e as cenas estavam de acordo com a proposta apresentada”, acrescenta.

A cineasta Dheik Praia faz coro a Emerson: “Penso que a nudez é necessária quando completa a narrativa”, comenta ela, destacando o longa “Era uma vez eu, Verônica” como um dos exemplos em que o nu frontal ganha contornos artísticos e se desprende do apelo erótico. “É um filme delicado, poético e que utiliza a nudez de uma forma linda, representando os questionamentos psicológicos da personagem”, justifica.