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Após 10 anos, Orkut encerra atividades no Brasil em setembro

Segundo o Google, dono da comunidade online, o fim da rede social se deu, principalmente, pelo sucesso de ferramentas como o YouTube, Blogger e Google+

O Orkut foi criado pelo turco Orkut Büyükkokten em janeiro de 2004

O Orkut foi criado pelo turco Orkut Büyükkokten em janeiro de 2004 (Divulgação)

Quem nunca partilhou em seu perfil os dizeres “só add com scrap”? Ou se declarou para alguém através da Caixa da Verdade ou de um depoimento? Caso você se encaixe nessas situações, ou pelo menos esteja familiarizado com algum desses termos, certamente fez parte da história do Orkut - primeira grande rede social a virar febre entre os brasileiros. A comunidade online, criada pelo turco Orkut Büyükkokten em janeiro de 2004, será encerrada no próximo dia 30 de setembro. Desde ontem, a plataforma já parou de receber novos cadastros e usuários antigos terão um período para exportar seus dados, como fotos e mensagens.

Segundo o Google, dono do Orkut, o fim da rede social se deu, principalmente, pelo sucesso de ferramentas como o YouTube, Blogger e Google+. A ideia é concentrar energias e recursos nestes produtos. De acordo com a “gigante”, ainda, até o final de setembro não haverá impacto para os usuários atuais, que poderão continuar a acessar suas contas normalmente. O objetivo é que as pessoas que ainda possuem perfis no Orkut possam transitar, com calma, para essas outras plataformas.

Um dos “órfãos” da rede social, o publicitário e DJ Rafael Froner começou a sua trajetória no Orkut justamente em 2004. “Criei minha conta logo no começo mesmo, quando só podia entrar quem recebia o convite”, recorda ele, que, apesar de ainda ter seu perfil ativado, acessa a plataforma apenas duas ou três vezes por ano. “É triste (o Orkut) encerrar, porque as redes sociais, hoje em dia, contam a nossa história. Mesmo que não o acesse diariamente, tenho várias recordações por lá. Vou sentir falta desse ‘álbum de lembranças’”, justifica.

Para a jornalista Stéfanie Stefaisk Medeiros, responsável pelo blog de gastronomia Hat & Apron (hatandapron.wordpress.com), os usuários da extinta rede social tinham bem menos exposição que os do “rival” Facebook. “Acho que no Orkut nós tinhamos uma ligação mais próxima com os amigos. Não tinha tanto ‘mimimi’. Você tinha que entrar na página da pessoa para falar com ela”, defende ela. Rafael reforça: “Como as pessoas estão cada vez mais curiosas em saber da vida dos outros, elas migraram de vez para o Facebook. Lá, o que te interessa está bem na sua frente”.

COMUNIDADES

Um dos atrativos mais marcantes do Orkut, as comunidades eram sinônimo de bom humor, debates e foram responsáveis pelo início de várias amizades. No caso de Stéfanie, esse laços perduram até os dias atuais e migraram para outra mídia “queridinha”: o WhatsApp. “Existia uma comunidade no Orkut dedicada a uma banda e acabei conhecendo as pessoas dela através da rede social. Já vamos para dez anos de amizade”, ilustra a jornalista. “Como o grupo é composto por pessoas do Brasil inteiro, sempre que possível, marcamos uns encontros”, acrescenta.

Já Rafael, que chegou a criar algumas comunidades, como a do blog Pelamordi, do qual é dono; e outras dedicadas à “Rainha do Pop” Madonna, confessa que vai sentir falta das discussões que aconteciam nesses grupos. “Elas (as comunidades) eram bem legais para quem era fã de alguma coisa ou alguém. Os debates que ocorriam por lá eram sempre muito legais”, destaca. “As comunidades meio que contavam quem você era”, completa o publicitário, que acessava frequentemente a “Discografia”, onde, em suas palavras, “dava para baixar todos os álbuns imagináveis”.