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Poesia amazonense vai circular em Belo Horizonte

Projeto de microantologias “Leve um livro” terá o poeta Diego Moraes como único representante do Estado

Diego Moraes foi convidado para o projeto “Leve um livro”

Diego Moraes foi convidado para o projeto “Leve um livro” (Reprodução e Arquivo AC )

Com três livros publicados e um romance a caminho, o escritor Diego Moraes foi o único amazonense convidado a participar do projeto “Leve um livro”, que distribuirá gratuitamente microantologias de poetas contemporâneos em bares, cinemas, cafés e pontos culturais da região central de Belo Horizonte. Por mês, serão lançados dois livretos – um dedicado à poesia da capital mineira e outro com contribuições de poetas de outras regiões do País. O objetivo, segundo um dos curadores do projeto, Bruno Brum, é compor um panorama da produção recente no Brasil.

Segundo Moraes, que terá 10 poemas publicados na edição que circulará a partir de abril, o projeto é uma oportunidade de ser conhecido fora do Amazonas. “Além de ser uma honra ser reconhecido por um poeta que admiro muito”, completa, fazendo referência a Brum, que divide a curadoria com Ana Elisa Ribeiro.

“Os poemas que selecionei para o projeto são mais diretos, líricos e também mais longos, diferentemente do meu último trabalho. Todos são inéditos em livro, mas alguns eu já tinha publicado no meu blog”, explica Diego. Ele é autor de “Saltos ornamentais no escuro”, “A solidão é um Deus bêbado dando ré num trator” e “A fotografia do meu antigo amor dançando tango”. Na Internet, o escritor alimenta a página http://ursocongelado.tumblr.com.

Para ele, iniciativas como a do “Leve um livro” deveriam ser cada mais difundidas e replicadas. “Mesmo que a literatura não salve, ela ajuda a inserir as pessoas que estão desnorteadas ou adoentadas socialmente. A poesia ajuda a aliviar tudo isso”, declara, acrescentando: “É bom ter a sua arte entrando em outros lugares”.

APROXIMAÇÃO

Autor de “Mínima ideia” e “Mastodontes na sala de espera”, Bruno Brum conta que o projeto foi aprovado em 2012, mas somente agora a verba do patrocínio da Prefeitura de Belo Horizonte foi liberada. Segundo ele, cada micronantologia terá uma tiragem de 2.500 exemplares e, assim que os livretos forem para as ruas, todo o conteúdo será disponibilizado para download na Internet.

“Nosso objetivo principal é atingir um público que não é costumeiro na literatura. Quem vai aos lançamentos e outros eventos da área é sempre o mesmo grupo, então acaba sendo difícil alcançar um público que não seja formado pelos próprios escritores”, explica Brum. De acordo com o curador, até o fim do ano, serão publicadas 24 antologias.