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Produtores culturais atuam diretamente nas mídias digitais para atrair público juvenil

Diante da diversidade de festas e casas de shows de Manaus, as opções para esse tipo de público ainda são poucas na cidade. Porém, os produtores culturais Rafael Froner e Luana Aleixo pretendem reverter essa história

Uma diferença marcante dos trabalhos do produtor e DJ é a interatividade de pessoas que se conectam diariamente por meios das redes sociais

Uma diferença marcante dos trabalhos do produtor e DJ é a interatividade de pessoas que se conectam diariamente por meios das redes sociais (Divulgação)

Segurar a ansiedade dos jovens nunca foi tarefa fácil. Um dos maiores desejos dos adolescentes é, sem dúvida, alcançar a maioridade para, enfim, poderem ir para as baladas. Porém, diante da diversidade de festas e casas de shows de Manaus, as opções para esse público juvenil ainda são poucas na cidade. Na esteira desse filão, os produtores culturais Rafael Froner e Luana Aleixo ganham destaque ao produzirem festas alternativas, sempre lotadas de jovens.

Com o intuito de agradar e conquistar cada vez mais público para suas festas, Luana participou de cursos de DJs/ mixagens e organização de eventos. “Estes foram os únicos cursos que fiz, no mais organizo minhas festas baseadas na minha experiência e conhecimento, iniciada aos 14 anos”, revela Luana, que costuma ser sucesso de público e crítica por onde passa.

O primeiro contato da produtora e DJ Luana Aleixo com o universo das festas e baladas da cidade foi aos 14 anos. Com o passar dos anos, ela pode acompanhar festas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o que lhe rendeu uma visão mais ampla do que poderia ser feito na capital amazonense. “A vontade de organizar eventos surgiu logo após tocar em festas alternativas para amigos, em 2009, quando notei a carência desse público em Manaus”, disse.

A produtora afirma que são poucos os lugares na cidade com abertura para essa fatia de baladeiros, que consome informações constantemente e está sempre em busca do novo e não convencional. “Você começa a conquistar esse público a partir da Internet, com uma boa apresentação visual”, opina Luana.

O também produtor cultural Rafael Froner concorda que a Internet contém as ferramentas necessárias para conquistá-los ao dizer que “os jovens estão constantemente na internet consumindo e trocando informações”, deste modo ele lembra a importância de manter atualizada uma linha de contato direto com seu público.

Celebração

Para Froner, que organiza as festas do Pelamordi, esse público gosta de celebrar os encontros. “Há uma relação diferente entre o público mais jovem porque eles gostam do estilo, da música, humor e arte. E tudo isso deve ser trabalhado desde a concepção da ideia da festa até a seleção musical”

Rafael explica que embora seus eventos façam sucesso entre o público mais jovem, ele não costuma conceber suas festas pensando em idade. “Acredito que uma diferença marcante das minhas produções é a interatividade de pessoas que se conectam diariamente. Contudo, vale ressaltar que eu não penso na faixa etária quando organizo um evento”.

O produtor lembra que até mesmo em festas com a “Rebobinar” - que resgata os sucessos dos anos 1980, 1990 e 2000 - recebem uma parcela grande de jovens com até 22 anos, o que, segundo Froner, reflete um cenário morto onde muitas pessoas são levadas pelo modismo. “As festas alternativas têm sido promovidas por uma turma de muito fôlego, que apostam em ideias inovadoras e vão em frente, mesmo sem patrocínio, como é o meu caso”, destaca.

De acordo com Froner, existem festas para todos os estilos, o que falta ao grande público é curiosidade para ir além do comum. “As pessoas devem ter coragem de experimentar o novo e parar de reclamar ou dizer ‘que não tem nada de diferente em Manaus’ porque tem”, conclui.