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Programa da Rádio Jovem Pan, ‘Morning Show’, tem alcance nacional a partir desta segunda

O ex-VJ da MTV, Edgard Piccoli, é o responsável por coordenar as transmissões, antes voltada apenas para a AM e FM de São Paulo

Edgard Piccoli é o responsável por coordenar o programa

Edgard Piccoli é o responsável por coordenar o programa (Divulgação)

Quem assistia à MTV na década de 1990 certamente lembra de Edgard Piccoli, um dos bonitões da emissora. Apesar de fazer sucesso entre o público feminino da época, o VJ também tinha respeito de muito marmanjo por conduzir com maestria programas e entrevistas com ícones da música (inclua-se aí Ozzy Osbourne, Red Hot Chilli Peppers, Pearl Jam, Foo Fighters, dentre outros). Desde abril de 2013, Piccoli empresta seu talento para o “Morning Show” (do inglês, “show da manhã”), programa misto de jornalismo e entretenimento da Rádio Jovem Pan. Antes voltado apenas para a AM e FM de São Paulo, a partir de hoje (das 9h às 10h30 em Manaus) o alcance será nacional.

A inclusão de ouvintes de Norte ao Sul não irá necesariamente mudar de formato do “Morning Show”, mas tira o foco somente da região Sudeste para abraçar uma linguagem um pouco mais nacional. A colaboração entre as afiliadas da Jovem Pan de todo o Brasil irá permitir troca de notícias, temas e curiosidades de cada cidade-sede a fim de proporcionar esta inclusão.

Em entrevista exclusiva ao BEM VIVER, Edgard Piccoli diz não sentir a pressão da mudança vindoura. “Uma tática antiga da comunicação é sempre imaginar que apenas uma pessoa está te ouvindo, e não uma multidão. O foco é ter um interlocutor em mente e que se multiplica para milhares de pessoas”, disse. “Não sinto pressão alguma até porque o trabalho na TV me deu um treinamento interessante”, explicou o apresentador.

Já a produtora Dane Taranha, também em conversa conosco, não escondeu as altas expectativas. “Estou superansiosa! Já comprei roupa nova e vou fazer até um make especial”, brincou. Ela diz isso por conta da transmissão de imagem e som do programa via Internet (http://jovempanfm.uol.com.br/) e por meio de aplicativos de celular.

Equipe multitarefas

E é justamente pelas transmissões do “Morning Show” via Internet que os espectadores conseguem ver como funciona a interação entre a equipe formada por Piccoli, Dane, José Armando Vanucci, Paula Carvalho, Gustavo Poloni e Gustavo Braun. Cada um tem uma área definida, mas acaba que no fim todos fazem tudo. A produtora define como “uma bagunça organizada”.

“Eu faço a produção de notas para o Edgard. O José Armando traz as novidades de televisão, algo ligado a artistas ou programação; a Paulinha [Carvalho] está ligada às redes sociais; temos o Gustavo Poloni que é editor-chefe da revista ‘Galileu’ e traz sempre curiosidades tecnológicas. Por fim, o Gustavo Braun bota o dedo na ferida – ele é um cara super bem humorado que não tem papas na língua”, descreveu Dane.

Edgard Piccoli, na condição de âncora, diz-se o responsável por coordenar a “bagunça”. “O mais legal de tudo é a espontaneidade. Cada um expõe seu pensamento, às vezes são convergentes, às vezes divergentes, mas independente disso o espaço é democrático”.

Maior participação

A interação com o público ouvinte já é bem grande e, com o alcance nacional, Dane Taranha tem a esperança de que esta aumente ainda mais. “Mesmo quando o programa era só transmitido para São Paulo, sempre tivemos feedback de Manaus, Belo Horizonte, Recife e muitas outras cidades. Com a transmissão nacional, esperamos que essa interatividade cresça, queremos uma resposta mais rápida dos nossos ouvintes. Estamos superansiosos para ver como vai ser essa recepção”, finalizou.

‘A MTV perdeu a alma’

O “Morning Show” marca o retorno de Edgard Piccoli ao rádio: sua carreira foi iniciada neste meio de comunicação antes de seu nome ficar famoso em todo o País por meio da televisão. Tudo começou na Rádio Bandeirantes de Campinas em 1982, onde Piccoli permaneceu por cinco anos atuando como locutor/apresentador. Após esse período, ele foi contratado pela rádio 89 FM de São Paulo, emissora focada no segmento rock, e nesta ficou por oito anos. “Engraçado, eu me sinto mais à vontade hoje no rádio do que se estivesse fazendo televisão. Na TV aberta de hoje, não vejo nada que gostaria de fazer”, enfatizou o apresentador.

O ex-VJ ressaltou ainda que não vê mais na atual MTV (agora em canal fechado) o mesmo potencial que havia enquanto trabalhava na emissora (de 1992 a 2006). “A MTV teve uma relevância muito grande e marcou uma geração. Mas sinceramente, acho que ela [a emissora] perdeu a alma. As coisas foram ficando mais banalizadas, outros ramos de entretenimento foram entrando e perdeu-se o DNA. Vejo inclusive que os jovens nem acompanham – virou mais um canal”.