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Projeto ‘Suvinil – Colorindo Manaus’ incentiva trabalho de grafiteiros do Amazonas

Contando com o apoio da Prefeitura de Manaus e da SEMJEL, a proposta da ação é grafitar todas as passagens de nível da cidade com homenagens às seleções que passaram pela capital durante a realização da Copa do Mundo

Fábio Madruga é um dos nomes à frente do “Colorindo Manaus”

Fábio Madruga é um dos nomes à frente do “Colorindo Manaus” (Euzivaldo Queiroz )

Os tons de cinza das construções não chamam a atenção de quem passa pelo local. Agora, acrescente cores vivas, quentes e o talento de grandes grafiteiros que esta verdade muda. A arte urbana feita por estes artistas, por meio do projeto “Suvinil – Colorindo Manaus”, está embelezando a capital amazonense, além de ser uma porta para a contemplação da “street art” (“arte de rua”). Esta edição do projeto, iniciada neste mês, está dando “vida” à passagem de nível da Djalma Batista com a Boulevard Alvaro Maia.

“Começamos esta edição um pouco atrasados, mas não por parte da gente. Com a ajuda do projeto, os grafiteiros fizeram os seus nomes, a arte de rua ficou mais aceita pela sociedade, e empresas como Ambev, Andrade Gutierrez e Coca-Cola os contrataram para pintar os seus muros. Alguns dos meninos vão até para Portugal. Temos grandes talentos aqui, como o Lobão, Árabe, Soneca, entre outros. Nesse ano, temos sete escritores de grafite, mas, inicialmente, começamos com uns 20”, disse Ralf Melo, representante comercial da Suvinil e desenvolvedor do “Suvinil – Colorindo Manaus”, que existe desde o ano de 2008.

Produção

O trabalho na passagem de nível é feito sempre pela parte da noite, contando com o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Juventude Esporte e Lazer de Manaus (SEMJEL). A proposta é homenagear as seleções que passaram pela cidade durante a realização da Copa do Mundo. Por isso, quem passar pelo local, verá homenagens à Croácia, Estados Unidos, Camarões, entre outras.

“A ideia é brincar com temáticas diferentes, convidar outros artistas, não só da arte urbana. Em breve quero convidar o Rui Machado e Manaus Macaco, dois artistas plásticos que são conhecidos no mundo inteiro, para participar desta brincadeira. Queremos inseri-los dentro deste contexto”, garante Fábio Madruga, coordenador de marketing da Suvinil e também criador do projeto.

“O nosso objetivo é profissionalizar os grafiteiros, desmitificar o rabisco e mostrar mais a arte. Temos grandes artistas em Manaus e precisamos expor os seus trabalhos”, acrescentou o representante comercial.

Números e origem

De 2008 até hoje foram gastos no “Colorindo Manaus” 3 mil latas de tintas (cerca de 40 mil litros) e 200 latas de sprays. A priori, o projeto surgiu para fazer com que os produtos amassados tivessem um destino.

“Era muito caro mandar para São Paulo e Recife as mercadorias que vinham amassadas. Então esse material ficava aqui e tínhamos que dar um fim nele. Então pensamos em fazer algo social, por que não pintar escolas, pontes e viadutos? Procuramos o secretário de obras da época e começamos pela revitalização do Centro”, relembra Melo.

“Começamos com o que estava na avaria, com o que não tinha destino. Depois de sair na mídia, a Suvinil começou a liberar dinheiro em produtos. A gente não imaginava que íamos pegar uma produção tão grande”, acrescentou.

Pontos

O leque de cores da marca alemã já foi utilizado no prédio da Faculdade de Direito (Centro), Praça da Saudade, Praça do Congresso, Casa das Artes, Clube Rio Negro, na Casa Cor Amazonas, na sede do Grupo de Apoio à Criança com Câncer do Amazonas (GAAC), entre outros locais e logradouros.