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RCC mobiliza equipes para mostrar o Festival de Cirandas de Manacapuru para o mundo

A transmissão do 18º Festival de Cirandas será realizada pela Rede TV! a partir de 21h30, misturando a experiência dos profissionais da Rede Calderaro de Comunicação (RCC) com a intensidade e alegria do público de Manacapuru

Uma grua de sustentação de camêras será usada para gerar imagens abertas de todo o Parque do Ingá, onde se apresentarão, a partir desta sexta (29), as cirandas Tradicional, Flor Matizada e a campeã do ano passado, Guerreiros Mura

Uma grua de sustentação de camêras será usada para gerar imagens abertas de todo o Parque do Ingá, onde se apresentarão, a partir desta sexta (29), as cirandas Tradicional, Flor Matizada e a campeã do ano passado, Guerreiros Mura (Arquivo/AC)

Experiente na transmissão de festivais de grande porte, a Rede Calderaro de Comunicação (RCC) abraça pelo segundo ano o desafio de transmitir o Festival de Cirandas de Manacapuru, que começa nesta sexta-feira (29). Durante três noites, os shows de Tradicional, Flor Matizada e Guerreiros Mura serão registrados pelas lentes de uma equipe formada por 40 profissionais.

A transmissão será realizada pela Rede TV! a partir de 21h30. A cobertura do 18º Festival de Cirandas será capitaneada pelos apresentadores Wilson Lima e Ludmila Queiroz, Carol Queiroz que ficará no cirandódromo acompanhando todos os detalhes das apresentações e ainda André Ricardo junto ao público na arquibancada.

Para o diretor-presidente do Sistema A Crítica de Rádio e Televisão, Dissica Calderaro, os telespectadores podem esperar uma grande transmissão, pois todo o aprendizado adquirido no ano passado faz com que a equipe volte mais experiente. “Estamos bastante entusiasmados e acreditamos que as cirandas vão mostrar um grande espetáculo para o público”,disse.

O diretor lembra que a facilidade de acesso ao município depois da construção da ponte Rio Negro atrai a cada ano um número maior de espectadores e é muito bom saber que a Rede Calderaro tem constribuído para o crescimento desse que já é considerado o segundo maior festival do Amazonas.

De acordo com a gerente de Programação e Conteúdo do Sistema Rede TV!, Gisele São Thiago, a estrutura será similar à utilizada na transmissão do Festival de Parintins com a unidade móvel em HD. Ainda de acordo com Gisele, a experiência adquirida no passado aliada ao “know how” na transmissão de grandes eventos promete um resultado bastante positivo.

Histórico


Atualmente, a disputa, feita em três noites, acontece no Parque do Ingá, na região central da cidade. O local foi inaugurado em 1997 e foi o marco que deu início ao 1º Festival com a escolha de uma ciranda campeã. Antes disso, as apresentações não tinham o caráter competitivo e eram feitas em um tablado improvisado. De lá pra cá o festival tomou corpo e, hoje, a estrutura, que tem capacidade para 20 mil pessoas, não comporta mais o público. Somente de fora do município, são esperadas 60 mil pessoas, segundo estimativas do prefeito Jaziel Alencar, o “Tororó”.

Segundo o prefeito, a ponte melhorou e facilitou o desenvolvimento da cidade e consequentemente o festival, que ganhou estrutura de uma grande festa e que agora recebe mais um ‘up grade’ com os shows das atrações nacionais após as apresentações.

Tradicional abre a festa com ‘Sonhos sonhados...’

A ciranda Tradicional abre as apresentações do 18º Festival de Cirandas de Manacapuru (a 70 quilômetros de Manaus) nesta sexta-feira à noite. Criada em 1985 por meio da iniciativa de professores da Escola José Seffair e de alguns moradores do bairro Terra Preta, a Tradicional cresceu e chega no festival de 2014 com mais 500 pessoas envolvidas direta e indiretamente na preparação do espetáculo.

Com o tema “Sonhos Sonhados, Manacapuru Festival Encantado”, a Tradicional vai levar para o Centro de Convenções Parque do Ingá personagens da literatura mundial infantil, como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e Peter Pan, travando batalhas em uma floresta encantada onde o amor e o ódio se escondem.

Segundo o vice-presidente e diretor-artistico da Tradicional, Ailson Amorim, o “Papão”, o público pode aguardar uma grande apresentação. “A Tradicional chega com um tema inovador no festival e vai apresentar um espetáculo grandioso para o público”, prometeu Ailson.

Ainda segundo o vice-presidente, a Tradicional levará essa noite para o Parque do Ingá 60 pares do cordão de cirandeiros e cinco alegorias, de onde muitas surpresas vão surgir para o público. “Nas alegorias acontecerão musicais e o público com certeza vai se surpreender com as inovações”, acrescentou o vice presidente.

De acordo com Ailson, 80% dos profissionais que atuam na ciranda são do próprio município, o que é muito bom porque gera emprego e ainda envolve os amantes da agremiação na preparação de casa detalhe da apresentação. Ele cita como exemplo as roupas que, desde julho, foram bordadas por um grupo de costureiras.

As paixões cirandeiras


Um bailado que encanta, um amor que se multiplica e está presente o ano inteiro, assim se definem os torcedores e amantes que esperam o ano inteiro pelas três noites de agitação e alegria no festival de cirandas de Manacapuru, que hoje chega a 18º edição.

Para quem cresceu acompanhando o festival é difícil imaginar passar um ano longe da festa como no caso do diretor de torcida da ciranda Flor Matizada Demerson Silva, 28, que nasceu em Manacapuru, mas há quatro anos se mudou para Manaus por conta do trabalho. Aqui, todo ano ele escolhe o mês de agosto para tirar férias e ir para o município.

Demerson conta que começou a participar da ciranda aos 10 anos, como o filho do caçador, mas que sempre quis participar do cordão de cirandeiros, sonho que realizou dois anos depois de ter iniciado na ciranda Lilás e Branca.

Conforme Demerson, o amor pela Flor Matizada é tão grande que a esposa e o filho de nove anos se envolveram na torcida e com o resto da família esperam o ano inteiro pelo festival. “Minha família vive o ano inteiro o clima da ciranda porque quando acaba o mês de agosto já começamos a pensar como será o próximo ano”, disse o diretor de torcida.

Cirandeira bela

Outro exemplo de amor incondicional pela ciranda vem da estudante de odontologia Thalyta Bastos , 19, que desde o ano passado defende o item de Cirandeira Bela da atual campeã do festival, a Guerreiros Mura.

Vinda de uma família de torcedores da Guerreiros Mura, Thalyta conta com orgulho que é a única cirandeira bela a receber três notas 10 no primeiro ano de aparição. “Isso é motivo de orgulho, pois o amor que tenho pela Guerreiros Mura vence todas as dificuldades”, disse a estudante.

E as dificuldades são muitas, Thalyta mora em Manacapuru, mas estuda em Manaus e todos os dias volta para o município. “Durmo sempre de madrugada e acordo muito cedo para ir a Manaus e na época do festival quando os ensaios, academia são intensificados, é muito difícil, porém a recompensa vem no dia da apresentação”, acrescentou Thalyta.

Coração bate forte

Na ciranda Tradicional a torcedora Tâmara Maciel, 32, conta que a primeira vez que viu uma apresentação de ciranda, ainda no tablado, foi da ciranda Guerreiros Mura, porém, o coração bateu mais forte pela Tradicional. “Por ser do bairro que eu moro escolhi a Tradicional e não me arrependo nenhum minuto”, disse. Tâmara hoje participa da diretoria da ciranda, mas durante 14 anos fez parte do cordão de cirandeiros e diz que a família se tornou torcedora depois que ela entrou para a ciranda. “Hoje ninguém larga a Tradicional”, acrescentou a diretora da agremiação.