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Banda Cavalera Conspiracy realiza grande show de heavy metal em Manaus

De volta à capital baré na próxima quinta (4) para divulgar o novo trabalho do Cavalera Conspiracy, Max Cavalera conversou com exclusividade com o BEM VIVER e falou sobre sua carreira, família e projetos


O Cavalera Conspiracy traz influências de thrash, death e, grindcore

O Cavalera Conspiracy traz influências de thrash, death e, grindcore (Divulgação)

Faz pouco mais de um ano que Max Cavalera esteve em Manaus. A última visita foi feita com o Soulfly no 1º Manaú Rock Fest, e apesar de rápida, ficou na cabeça do cantor. Um dos motivos foi, curiosamente, por conta de música clássica. “Um dia antes do nosso show, tive a honra de ver Carmina Burana no Teatro Amazonas. Foi muito lindo”, conta o brasileiro cujo sobrenome é sinônimo de respeito na cena heavy metal do mundo inteiro. De volta à capital baré na próxima quinta (4) para divulgar o novo trabalho do Cavalera Conspiracy, Max conversou com exclusividade com o BEM VIVER. Ele falou sobre o show vindouro, o novo álbum, a relação com o irmão e o cenário heavy metal em geral.

No palco do Teatro Manauara, o Cavalera Conspiracy irá apresentar em primeira mão duas músicas - “Babilônia Pandemonium” e “Cramunhão” - do mais novo álbum “Pandemonium” que ainda vai chegar às lojas no dia 31 de outubro (sim, no Halloween). De acordo com Max, o disco é o mais agressivo dos três já lançados pela banda.

“As músicas são bem mais rápidas. A proposta foi fazer algo mais underground, meio grindcore. O álbum foi todo gravado na casa de um amigo meu em Phoenix [EUA] e acabou se tornando meu CD preferido até agora do Cavalera Conspiracy, pela brutalidade. Está bem animal, bem cru”, disse o músico.

Além do aperitivo de “Pandemonium”, o grupo incluiu alguns elementos especiais no repertório da turnê que passa por Manaus. Dentre estes estão resgates históricos, como “Necromancer” do “Bestial Devastation” primeiro EP do Sepultura (que este ano completa três décadas de estrada); “Crucifixion”, do álbum de 1986 “Morbid Visions”, os covers de Black Flag e Possessed gravados pelo Sepultura, além de um passeio completo pelo material do Cavalera Conspiracy. “Com isso tudo vai dar pra fazer um showzão para lavar a alma”, disse o vocalista.

Um cara tradicional

O timbre de voz de Max é tão forte que mal se consegue pensar no vocalista ouvindo outra coisa que não seja metal. De fato, o vocalista gosta mesmo é de barulho. Ele fez questão de citar nomes que anda ouvindo - do mais underground ao mais mainstream, todos lhe servem de inspiração.

“Gosto coisa de death metal e grindcore, tipo Aborted, Full of Hell, coisa mais barulhenta mesmo. E também gosto do mais tradicional como Slayer, Celtic Frost, Black Sabbath, Iron Maiden, Judas Priest, Motorhead”.

Laços de família

Do Cavalera Conspiracy também participa o irmão de Max, o baterista Igor Cavalera. Ambos fundaram o Sepultura nos anos 80. Apesar de incrível sincronia como músicos, a relação dos dois nem sempre foi muito “fraternal”: eles ficaram 10 anos sem se falar depois que Max saiu do Sepultura e só foram reatar em 2006.

“Esse silêncio de 10 anos foi muito difícil pra mim, pra ele, pra nossa mãe, mas hoje estamos juntos de novo. E sinto que minha relação com o Igor agora está melhor do que nunca”, comentou.

O nome da banda vem justamente daí: quando Max viu que mesmo depois de tanto tempo distantes eles ainda eram capazes de tocar juntos como ninguém, veio a ideia de chamar a banda (que nasceu em 2008 com o nome de Inflikted) de Cavalera Conspiracy, que em português significa a “conspiração Cavalera”.

“Nosso trabalho é feito sem stress. Buscamos fazer coisas que nos divertem e isso inclui desfrutar de estar junto. Mas eu adoro tocar com o Igor e nunca perdi a paixão de tocar com ele. É muito bom. A conspiração continua”.

‘Prefiro tocar no Brasil’

Max Cavalera nasceu em Belo Horizonte (BH), mas mora há muitos anos nos Estados Unidos, onde conduz sua carreira e sua família. Lá, e em uma quantidade incrível de países, ele se apresenta com certa frequência à frente dos seus projetos - Cavalera Conspiracy, Soulfly e Killer be Killed. “Já tocamos em mais de 60 países, fomos em uns lugares bem doidos tipo Sibéria, Cazaquistão, China, Israel, África do Sul”, contabiliza o cantor, incluindo aí os locais que visitou também com o Sepultura..

Apesar de tantas viagens, Max confessa que gosta mesmo é de tocar no Brasil. O motivo é simples: o apaixonado público daqui. “No Brasil, o pessoal é mais animado, mais quente”.

E por falar em calor, o vocalista disse que adorou a visita feita ano passado à capital amazonense. Apenas sentiu o fato de não ter tido tempo para conferir com calma o trabalho das bandas locais que participaram do Festival Manaú Rock Manaus. Por isso, ele fez questão de dizer: continua interessado em conhecer o som de seus “discípulos”, pois boa parte é influenciado, diretamente ou não, pelo trabalho da família Cavalera na cena metal.

“Se alguém quiser me dar o CD [autoral] pra eu ouvir, eu quero! Eu adoro receber CD de banda nova! E eu não jogo fora, levo pra casa e escuto. Quando eu gosto, entro em contato e peço uma camisa. Para mim é uma honra ouvir essa molecada que se inspira no trabalho que eu fiz com o Sepultura. Dá um orgulho ver a galera levando essa barulheira pra frente”, disse.

Serviço

O quê: Show da banda Cavalera Conspiracy. Pré-show com Test e Capadocia

Onde: Teatro Manauara (piso buriti, Manauara Shopping)

Quando: 4 de setembro, a partir das 21hquanto: R$ 80 (meia)

Info: 3342-8030 / www.teatro manauara. com.br