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'Susto e suor': Show em Manaus marca carreira de Anne Jezini

Após uma temporada em um dos maiores pólos de educação artística da Inglaterra, a cantora se prepara para o show que dará a largada para suas ações artísticas em 2014

Influências da artista passeiam por Tim Maia, Florence + The Machine e Ella Fitzgerald

Influências da artista passeiam por Tim Maia, Florence + The Machine e Ella Fitzgerald (Luana Záu e Sérgio Cardoso)

A infância regada às influências musicais fizeram o timbre vocal – temperado por um toque de jazz - da cantora amazonense Anne Jezini se misturar a gêneros como acid reggae, funk, bossa nova e em pitadas de carimbó com boi-bumbá; e adotar a música como o seu chão profissional. Após uma temporada na London Music School, um dos maiores pólos de educação artística da Inglaterra – que ocorreu há dois anos e durou sete meses - a moça de 29 anos se prepara para o show que dará a largada para suas ações artísticas em 2014, que incluem a gravação do primeiro álbum de sua carreira, intitulado “Susto e Suor”. O show acontecerá gratuitamente no dia 21 de fevereiro, às 19h30, no Teatro da Instalação (Rua Frei José dos Inocentes, s/n°, bairro Centro).

Anne, que em Londres fez cursos de “Vocal Performance” (Performance vocal) e “Musical Theatre” (Musical) – este último, um curso de férias na Universidade de Greenwich - retornou em 2012 e começou sua trajetória com o jazz. A artista fez um show no Festival Cauxi do mesmo ano e chegou a dividir o palco com a banda Alaídenegão no início de 2013, ano que foi totalmente dedicado à pré-produção do álbum, segundo ela. Anne une em suas músicas a fusão de estilos como bossa nova, carimbó e ritmos latinos.

O show de Jezini, que durará 1h20 min., será como uma espécie de recepção ao público para receber o novo trabalho. O show terá todo o repertório de músicas autorais de Anne e a canção “Da Memória”, composta por Adalberto Holanda e Eliakin Rufino, apresentada no Festival Amazonas de Música de 2013 - música esta que despertou a paixão da cantora. E compondo a cenografia do show, haverá a exibição do filme “Esquinas”, de Sérgio Cardoso, que será uma espécie de “pano de fundo” da apresentação.

“Vai ser um filme que conceitua visualmente as músicas e o espetáculo, e que terá como cenário as esquinas de alguns espaços urbanos da cidade. Já adiantamos que não terá o Teatro Amazonas e esses espaços mais utilizados e conhecidos. Vamos privilegiar os menos explorados, como espaços deteriorados dos bairros Centro, Aparecida e redondezas”, pontua Anne, que aos 11 anos de idade já cantava em corais da escola. O show é produzido pelo músico Anísio Melo Júnior, responsável por produzir um álbum do grupo Raízes Caboclas, de quem a cantora é fã.

Dos diversos estilos que influenciam sua carreira está a música clássica, brasileira e regional. Entre os artistas e bandas manauaras por quem ela nutre admiração, ela cita Alaídenegão, Elisa Maia, Malbec, Cabocrioulo, Os Tucumanus, Luneta Mágica, Jota Zaire, Márcia Siqueira e Cileno. Já as influências internacionais de Jezini envolvem Ella Fitzgerald, Cesária Évora, Florence + The Machine e Eva Cassidy. Das brasileiras – que são inúmeras, segundo ela – ela pontua os nomes de Tim Maia e os Novos Baianos.

Fusão experimental

Aproximadamente duas semanas depois do show, Anne entra em estúdio para dar início às gravações de “Susto e suor”. As músicas “Mormaço”, “Susto e suor”, “Livre”, “Só Tua”, “Dreaming” (a única cantada em inglês), “Sem rumo”, “Tá tudo bem”, “Escuro” e “Tu” foram compostas por Anne e sua band. O álbum contará também com a canção “Da memória”, de Adalberto Holanda e Eliakin Rufino. Segundo Anne, o registro fonográfico contará com 10 músicas; é produzido por Anísio Melo Júnior e co-produzido por ela; e tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2014.

A banda que acompanha Anne traz a sonoridade do baixo vertical, “que confere um toque mais orgânico às músicas”, conforme ela classifica. Efeitos de guitarra e “jogos” com os timbres do teclado complementam as características sonoras. E quanto às letras? “Há composições de caráter confessional, fusão de estilos (privilegiando os brasileiros) e que são abertas às experimentações”.

Ainda sobre a personalidade do novo trabalho, Jezini assegura que a banda “experimentou de tudo” e colocou elementos que não costumam ser inseridos em canções, mas que deram certo com o grupo. “Primeiro porque há muita interpretação. Há uma música, por exemplo, que é uma mistura de carimbó com boi-bumbá, que se une à minha voz, suave e sem muito peso e que carrega toques de improviso a partir do meu trabalho com jazz”, completa a cantora. “Será um trabalho muito bom (tanto o show quanto o álbum). Foi um projeto bem amadurecido e pensado em todos os detalhes”, finaliza Anne.