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Ator Victor Fasano anuncia site ecológico e documentários sobre meio ambiente

O, também, ambientalista recebe o convite da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) para integrar o Conselho de Biodiversidade do órgão e explorar sua paixão pelo verde

Fasano é o novo conselheiro de Biodiversidade da Fundação Amazonas Sustentável (FAS)

Fasano é o novo conselheiro de Biodiversidade da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) (Erica Melo)

Aos 17 anos, o ator Victor Fasano, 55, teve o primeiro contato com a Floresta Amazônica. Por conta de sua criação - ele alega ter vivido sua infância em meio ao cheiro, às cores e sabores da natureza – sua maior briga pessoal é fazer com que o mundo perceba a importância da floresta em pé. De passagem por Manaus nesta semana, Fasano recebeu o convite da Fundação Amazonas Sustentável (FAS) para integrar o Conselho de Biodiversidade do órgão. E, unindo as veias ambiental e artística, ele anuncia a criação do site “Agente Ambiental”, com lançamento previsto para maio deste ano e que, segundo ele, deve se assumir como um “Facebook ecológico”. Seguindo o mote, Victor apresenta o planejamento de uma série de 12 documentários que devem abordar as intervenções humanas na hora de preservar espécies em extinção nos solos brasileiros.

A atual fixação das pessoas por tecnologia motivou Victor à concepção do site, cuja ideia principal é fazer com que as pessoas pensem globalmente e ajam individualmente e/ou localmente em prol do verde que as cerca. “As pessoas vão entrar nele para tratar de assuntos referentes à sustentabilidade, espécies ameaçadas de extinção, e ainda conhecerão a apreciação de outras pessoas sobre os assuntos. Noticiaremos o trabalho que tem sido feito para preservar espécies ameaçadas de extinção em seus respectivos biomas. Além de exaltarmos a participação humana nisso tudo”, pondera Victor.

No site, todos poderão publicar grandes ou pequenas ações que lhes instigam, emocionam ou tocam no dia a dia. “Pode ser desde a cena de uma criança ajudando uma senhora a atravessar a rua”, explica Fasano. As outras seções do portal devem falar sobre as espécies ameaçadas de extinção e, em especial, há a seção “Kids”; projetada para saber como as crianças enxergam questões como os agrotóxicos, águas poluídas e escassez da própria água. “Eu nasci em um momento em que havia meio ambiente ao meu redor. Mas e as crianças de hoje, que vivem na internet, e recebem a maior parte das informações secas? Essa discussão será disseminada nessa área do site. Queremos motivar não só o Brasil ou os jovens, mas sim empresas e governos”, pontua ele.

Dentre as inúmeras possibilidades que existem em meio ao novo endereço eletrônico, há programas que Victor pretende desenvolver a partir do site assim que ele entrar no ar. Uma das ideias que ele afirma já estar caminhando é a produção de uma série de 12 documentários – ainda sem nome definido - onde Fasano pretende atuar como um repórter e ser literalmente guiado pelas solicitações dos internautas no site, como mergulhar in loco em personalidades, lugares e histórias sugeridos pelos habitantes da plataforma. “A intenção é que no futuro, com esses pequenos documentários, eu vá pessoalmente aos locais e descubra o que está acontecendo para mostrar o que elas querem saber no site”, ressalta.

Episódios

Cada episódio do documentário em questão deve falar sobre uma espécie brasileira ameaçada no País, além de abraçar a relação dos humanos que estão interferindo no bem-estar dessas espécies. “São pessoas que dedicaram suas vidas para salvar uma espécie ou outra. No caso da ararinha-azul, por exemplo, há por acaso um sheik no Qatar (de nome Ali Al-Thani) que tem um criadouro com todas as araras azuis do mundo, extintas no Brasil. Ele resolveu levar isso como um empreendimento pessoal e construiu inúmeras dependências para estudar o comportamento da espécie. Ele as cria lá e está tentando trazê-las de volta para o Brasil, mas por questões políticas não está conseguindo. O intuito é começar a série com esses 12 programas para mostrar que a intervenção humana, ao mesmo tempo que em que ela foi capaz de destruir, é também capaz de salvar”, conta Victor. Além da arara-azul, ele planeja abordar, na série, espécies como a harpia, jacutinga, arara-azul do Pantanal e o mutum-de-Alagoas.

No momento, a série de documentários depende do encaixe do projeto na Lei do Audiovisual, incentivadora das produções brasileiras, segundo o novo conselheiro da FAS. A ideia é que as gravações iniciem assim que tudo esteja acertado. A princípio, a produtora com a qual a equipe de Fasano dialoga para a produção da série pertence ao Rio de Janeiro. E ele já adianta as possíveis futuras locações. “No caso da arara nós teríamos de ir para uma área da Caatinga chamada Curaçá, onde o sheik está comprando terras, e onde esta arara foi observada pela última vez. Depois iríamos ao Qatar mostrar o trabalho deste sheik. Já em relação ao mutum-de-alagoas, conversaríamos com o homem que resgatou os últimos três animais da espécie enquanto estavam cortando a floresta. Hoje já há 150 mutuns”, finaliza.