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Companhia amazonense participa de Festival de Dança de Joinville

A The Fusion Norte Company terá a oportunidade de divulgar parte do que vem sendo produzido no segmento de dança do Amazonas, com duas coreografias na Mostra Competitiva e três na 'Palcos Abertos'

Os integrantes da companhia estão ansiosos para mostrar a dança do Amazonas

Os integrantes da companhia estão ansiosos para mostrar a dança do Amazonas (Bruno Kelly)

Com dois trabalhos selecionados para a Mostra Competitiva do Festival de Dança de Joinville, que ocorre de 23 de julho a 2 de agosto, na cidade localizada no estado de Santa Catarina, a The Fusion Norte Company celebra a oportunidade de divulgar parte do que vem sendo produzido no segmento de dança no Amazonas.

Os dois trabalhos selecionados são “Lamento”, solo de dança urbana masculino, e “Marupiara”, coreografia conjunto étnico/folclórico. Além desses, há outras três produções da companhia que irão participar da mostra não competitiva, intitulada Palcos Abertos. Ao todo, 40 bailarinos locais participam do Festival de Dança de Joinville.

“Eles usaram algumas lanternas, como se fossem vaga-lumes, dentro desse universo amazônico, até que esse índio guerreiro surge numa canoa. Teremos pajé, o índio Marupiara, uma cunhã-poranga e o elenco todo nessa transição de bicho e elementos da água. A trilha sonora foi feita pelo DJ Odias Monteiro, que é um parceiro nosso. Ele montou a trilha toda, colocou efeitos de água, macaco e encontrou até o barulho do Mapinguari. Temos cinco minutos para mostrar esse trabalho”, disse Elifas Matos, coreógrafo, falando de “Marupiara”, que é embalada pela toada ritual homônima do bumbá Garantido.

Potência

Na Mostra Competitiva foram aprovados grupos de 11 estados brasileiros (Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo) e também um grupo do Paraguai e outro da Alemanha.

“O que falta para Manaus ser reconhecida como pólo de produção, seja cultural, artística ou não, é uma política pública quanto às passagens áreas. Precisam criar mais editais que fomentem a ida e a vinda de trabalhos, seja de São Paulo, Belém, Joinville, para a cidade e que Manaus possa transitar no eixo Sul. Eles acreditam que detêm a melhor técnica na produção de dança, mas, se realmente detivessem, não teríamos sidos selecionados para competir no mesmo palco”, garante André Duran, diretor da The Fusion Norte Company e titular do Conselho de Cultura na cadeira de Dança (Concultura).

“Falta também uma política para mostrar todas as manifestações que acontecem aqui, de janeiro a dezembro, não somente ter como cultura de massa o boi-bumbá, a ópera e o jazz, mas sim tudo que envolve essa juventude que perpassa pelas companhias independentes, porque nós temos as estatais, contudo, realmente, quem fomenta a dança no Estado são as companhias independentes que estão, na sua maioria, localizadas nas Zonas Leste e Norte, consideradas áreas de extrema pobreza”, acrescenta Duran, informando ainda que o grupo trabalha com alguns estudantes do curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Pano de fundo

O diretor revelou, ainda, que está preocupado, pois não conseguiu ainda patrocínio para comprar o pano que servirá como cenário. “Existe uma delimitação muito grande no palco e a gente ainda não conseguiu verba para fazer este cenário. A gente entrou em acordo de levar um pano de fundo pintado com os pontos característicos da região, como o Teatro Amazonas, a selva, índios... Depois que acabar nossas apresentações, iremos doar este pano para o Instituto de Dança de Joinville, para que as pessoas possam ter acesso a essa imagem e ver que Manaus também está entre as melhores produções de dança do Brasil”.