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Aos 86 anos, dama da dança brasileira apresenta ‘Qualquer coisa a gente muda’, em Manaus

A homenageada da 17ª edição do projeto Palco Giratório é a bailarina e coreógrafa Angel Vianna, considerada a dama da dança brasileira

Angel dedicou 60 dos seus 86 anos de vida à criação e pesquisa em dança

Angel dedicou 60 dos seus 86 anos de vida à criação e pesquisa em dança (Divulgação)

Nesta semana, é a vez do circuito especial do Palco Giratório passar pela capital amazonense. A homenageada da 17ª edição do projeto é a bailarina e coreógrafa Angel Vianna, considerada a dama da dança brasileira e com mais de 60 anos dedicados à arte e à pesquisa do movimento. Ao lado de Maria Alice Poppe, ela apresenta nesta quarta e quinta-feira, no Teatro da Instalação, às 20h, o experimento coreográfico “Qualquer coisa a gente muda”, que celebra os 85 anos da artista. A entrada é gratuita.

Dirigido por João Saldanha, o espetáculo começou a ser delineado em 2010 com o objetivo de participar do Fórum Internacional de Dança de Belo Horizonte, terra natal de Angel. “Angel é muito cheia de histórias e carrega uma narrativa própria da artista experimentada no teatro e na dança moderna. As figuras e as mortes do marido e do filho,que juntos construíram e modificaram o cenário da dança e do teatro moderno no país, vêm sempre à tona em todos os assuntos e estão presentes em toda a narrativa”.

CELEBRAÇÃO DA VIDA

Em “Qualquer coisa a gente muda”, a supressão é o que motiva a encenação. Os atos de substituição formam uma narrativa construída pelo encontro entre o público e a atenção de Angel sobre o espaço cênico, sua sensibilidade, seus gestos e suas intenções.

Por outro lado, a Maria Alice Poppe introduz uma dança que acrescenta volume e expansão à cena e propõe uma organização sequencial acionada pela memória imediata, um cardápio de possibilidades impulsionado pela atenção à movimentação que é construída passo a passo.

Para Saldanha, o vigor da bailarina aos 86 anos não só surpreende como estimula o público a uma comparação entre o mais vivido e o vivido. “Não é fácil ver uma artista aos 86 anos de idade em cena. Ela propõe movimentos e a leveza e a sabedoria dos seus movimentos sustentam durante todo o tempo a narrativa e uma tensão latente. O público vai começando a criar associações. E ao final, percebe-se que tudo é uma celebração da vida”.

IMPORTÂNCIA

Angel Vianna tem sido, nos últimos 65 anos, uma das grandes referências na prática de desenvolvimento de técnicas corporais. Juntamente com Klauss, chamaram a atenção para um maior entendimento do corpo humano onde o conhecimento anatômico impulsiona o saber. Ainda hoje essas práticas vêm sendo discutidas no meio acadêmico, que visa torná-las notórias por meio do uso de nomenclaturas como técnica, sistema ou método.

Serviço

O que: “Qualquer coisa a gente muda”

Quando: Quarta, dia 28, e quinta, dia 29, sempre às 20h

Onde: Teatro da Instalação, rua Frei José dos Inocentes, 119, Centro

Quanto Entrada franca