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Média-metragem inspirada numa história de injustiça será lançada no Amazonas Film Festival

Drama 'Justiça Cega', que narra a vida de um jovem condenado inocentemente por um crime que não cometeu, deve ser lançado em novembro

O ator Gladson Abreu (de blusa preta e mangas vermelhas) é o intérprete de José Francisco Aranha, que, preso inocentemente, sofre diversos abusos dentro do sistema prisional

O ator Gladson Abreu (de blusa preta e mangas vermelhas) é o intérprete de José Francisco Aranha, que, preso inocentemente, sofre diversos abusos dentro do sistema prisional (Divulgação)

Finalizado e com previsão de ser lançado em novembro, durante a programação deste ano do Amazonas Film Festival, o média-metragem “Justiça Cega”, de DJ Mellody, promete emocionar o público local. Baseado em fatos reais, na história de Heberson Oliveira (leia o Box), o enredo gira em torno do personagem José Francisco Aranha, que, ao presenciar o estupro de uma criança, acaba sendo preso injustamente, entrando, assim, num universo que deixa cicatrizes eternas.

“Ele é um jovem aparentemente de 19 anos de idade, filho de dona Raimunda (vivida pela atriz Rosa Malagueta), faz faculdade, e que vai se divertir com os amigos, mas acaba presenciando o estupro de uma menininha. Ele não tem nada a ver com aquilo, mas tenta ajudá-la. Só que a comunidade começa a achar que ele foi quem a estuprou. Ele apanha, vai para a cadeia, é estuprado... Ele estava no lugar errado e na hora errada”, disse o ator Gladson Abreu, intérprete de José.

Emoção

Conhecida mais por seus papéis cômicos, a atriz Rosa Malagueta vive uma mãe em busca de justiça, porém sem recursos financeiros para tentar inocentar o filho.

“Não é a primeira vez que faço um drama, mas este filme foi especial para mim, porque faço uma mãe que tem o filho preso inocentemente. Ela corre atrás de justiça, mesmo sem recursos, e vai ao portão do presídio para vê-lo. Durante as gravações, no portão da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, na Avenida Sete de Setembro, as pessoas que passavam nos carros se emocionavam ao me olhar chorando desesperadamente”, disse a atriz, que confessou ter passado mal depois desta cena.

“O público não vai rir com a Rosa Malagueta, mas sim chorar com ela”, garantiu a atriz, que ainda fez diversos elogios ao protagonista Gladson Abreu, que, segundo ela, é bastante talentoso.

Locações

As gravações de “Justiça Cega” iniciaram no final do mês de fevereiro, tendo como locações a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa (Centro), a comunidade Nobre, no bairro Santa Etelvina, o município de Rio Preto da Eva e outras ruas da cidade de Manaus.

A intenção dos produtores do média-metragem é que ele seja lançado na edição deste ano do Amazonas Film Festival, além de ser inscrito em outros festivais do País.

Inocente na cadeia

Em matéria de autoria do repórter Vinícius Leal, no jornal A CRÍTICA, publicada este ano, a reportagem afirma que nenhum valor será suficiente para reverter a falha cometida pelo Estado do Amazonas contra o amazonense Heberson Lima de Oliveira, 32. Ex-presidiário e soro-positivo, Heberson adquiriu o vírus HIV após ser estuprado por detentos de um presídio de Manaus, onde ficou preso injustamente por quase três anos por um crime que nunca cometeu: estuprar uma menina de 9 anos.

De 2003 a 2006, Heberson viveu um inferno dentro da Unidade Prisional do Puraquequara, na Zona Leste da capital, onde sofreu a “tradicional” punição aplicada à maioria dos acusados de estupro dentro do sistema penitenciário amazonense: a violência sexual brutal. Secretaria de Justiça, Polícia Civil, Ministério Público e Tribunal de Justiça erraram e deram as costas para Heberson, vítima da letargia do poder público.