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Prazer de uma vida simples é essencial, diz monge budista de passagem em Manaus

Reconectar corpo e mente é o que importa ao ser humano, afirma Lama Michel, que deu uma palestra cujo tema foi ‘A Interdependência’, na capital amazonense

Caminho para felicidade passa por reflexão sobre quem somos, afirma Lama Michel

Caminho para felicidade passa por reflexão sobre quem somos, afirma Lama Michel (Erica Melo)

Em uma rápida passagem pelo Amazonas, o mestre budista, Lama Michel, deu uma palestra para colaboradores e convidados da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), cujo tema foi “A Interdependência”. Durante duas horas, o Lama compartilhou ensinamentos que abordam questões existenciais da vida, como a felicidade e o equilíbrio entre a mente e o corpo.

Natural do Estado de São Paulo, Lama Michel teve seu primeiro contato com o budismo aos 5 anos, por meio dos seus pais, que organizaram a primeira visita do mestre Lama Gangchen Rinpoche ao Brasil. Em constantes viagens por países de tradição budista, o jovem Michel acabou sendo reconhecido como um Tulku, termo designado para se referir àquele visto como a reencarnação de um mestre.

Formação

Após ser reconhecido como a reencarnação de um grande mestre e se mudar para a Índia, a fim de viver em um monastério, Lama Michel, hoje aos 33 anos, orienta diversos centros budistas e participa com freqüências de congressos sobre psiquiatria integrativa em países da Europa e da Ásia. Ele também é autor dos livros “Uma iovem ideia de paz” e “Coragem para seguir em frente”.

Com base nesses atributos o superintendente da FAS, Luiz Villares, convidou o Lama, que é seu sobrinho, para falar sobre a Interdependência. “O bem estar de nossos colaboradores e de nossos parceiros é essencial para lidar com a questão da sustentabilidade, tema que Lama Michel domina com maestria”, ressaltou Villares.

Corpo e mente

Um dos enfoques centrais para encontrar a felicidade, seja no Ocidente ou no Oriente, é o equilíbrio entre a mente e o corpo. Deste modo, Lama Michel iniciou sua palestra. “As pessoas parecem estar cada vez mais desconectadas do seu interior, daquilo que realmente interessa”, frisou o monge, ao se referir às novas tecnologias de interlocução humana.

Para o monge budista, há uma relação direta entre o corpo e a mente que precisa ser restabelecida. “Na medicina ocidental, os médicos estão cada vez mais especializados. Existe especialista para tudo, porém é cada vez mais raro encontrar médicos capazes de observar o paciente como um todo. As pessoas acabam se entupindo de remédios que tratam efeitos e não as causas”.

De acordo com o Lama, todos precisam reencontrar os prazeres nas coisas simples da vida, porque somente deste modo se pode alcançar o que ele chama de “felicidade sustentável”.

“O desejo nunca tem fim na sociedade do espetáculo. E o mundo nos impele a querer sempre mais. As pessoas estão conectadas com gente dos quatro cantos do mundo, mas encontram dificuldades para escutar seus pais, filhos e amigos. O importante é estar conectado consigo mesmo”, advertiu o Lama.

Para encontrar o equilíbrio capaz de guiar rumo à felicidade sustentável, é essencial uma reflexão diária que responda às questões sobre quem somos, conforme explica o monge: “ Por todos os lugares vejo pessoas correndo para o trabalho, para os estudos. Gente levando uma vida estressada dia após dia, ano após ano. Tudo isso sem se perguntar, ‘É isso mesmo que eu quero? Estou feliz? Aonde vou chegar se continuar assim?’. E, por fim, passam a vida toda sem alcançar o equilíbrio”.