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‘Hoje eu quero voltar sozinho’ chega aos cinemas de Manaus

Com duas sessões, o longa-metragem premiado de Daniel Ribeiro começa a ser exibido nesta quinta-feira (08) no Cinépolis Ponta Negra

Cena do longa “Hoje eu quero voltar sozinho”

Cena do longa “Hoje eu quero voltar sozinho” (Divulgação)

Aclamado pela crítica e cinéfilos, o longa-metragem “Hoje eu quero voltar sozinho” chega nesta quinta-feira (08), (finalmente) em Manaus, tendo duas sessões no Cinépolis Ponta Negra (às 19h45 e 22h20). A notícia agradou os realizadores de audiovisual da cidade e apaixonados por filmes não comerciais, mas ainda está longe de ser a melhor alternativa para quem gosta da sétima arte, conforme opinou o realizador de audiovisual da cidade, Zeudi Souza.

“É lamentável que excluam esses filmes artes (da cidade de Manaus). É uma pena porque se uma sociedade não é construída em cima de livros, algumas são construídas em cima de filmes. Há um buraco muito grande, mas fico feliz que o filme tenha vindo para a cidade, porém não era para ser assim. Era para ter vindo quando estreou no Rio de Janeiro e São Paulo. Temos dois milhões de pessoas e é inadmissível nos empurrar somente blockbusters (sucessos de bilheteria)”.

Rod Castro, também realizador de audiovisual da cidade, concorda que a iniciativa ainda é pequena, mas fica feliz, como profissional da área, que o filme seja exibido em Manaus, mesmo que apenas em duas sessões.

“É importante que todo filme chegue aqui, independente do seu segmento. Isso vai favorecer assistirmos coisas diferentes, ter gostos diferentes e ter um pensamento global de cinema”. Ainda de acordo com ele, é importante saber como será a recepção do longa em Manaus, pois, na época que veio “O segredo de Brokeback Mountain” (2005), a receptividade não foi das melhores, talvez por tratar sobre o homossexualismo – assim como “Hoje eu quero voltar sozinho”.

“Fui assistir ao filme numa sessão de domingo e na sala só tinham 25 pessoas. Só era eu de homem e o restante mulheres. Acho que pelo cinema ser um espaço de convívio social, algumas pessoas tem medo do que possam pensar”, lembra Castro, que desaprova atitudes como essas.

“O cinema é uma arte livre que faz pensar e refletir sobre tudo, classe trabalhadora, homossexualismo... Normalmente esses temas são abordados no cinema de arte, que traz na pauta essas questões sociais, políticas e humanas. Esses filmes fazem a pessoa pensar qual o seu papel, o papel da arte e quanto o cinema está contribuindo para o social”, compartilhou Souza, que já assinou alguns curtas e o documentário “Vivaldão, o colosso do Norte”.

Sinopse

Filme do cineasta paulistano Daniel Ribeiro, “Hoje eu quero voltar sozinho” conta a história de Leonardo (Guilherme Lobo), um adolescente cego, que tenta lidar com a mãe superprotetora ao mesmo tempo em que busca a sua independência. Quando Gabriel (Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo, fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo.

Início

Em 2010, o cineasta chegava ao prestigiado “Festival de Berlim” para apresentar o curta “Eu não quero voltar sozinho”. Com pouco mais de 17 minutos de duração, o filme foi um sucesso e acumulou diversos prêmios por festivais do Brasil.

“Eu gostei da parte cinematográfica, da direção de atores, que é muito bem feita, sem exageros, estereótipos. Isso é algo que me irrita quando o filme fala dessa temática (homossexualismo). Acho que o exagero traz o preconceito e não acho legal”, disse Castro, o qual já teve a oportunidade de assistir ao curta que deu origem à película.