O título de País do carnaval não é à toa. Não é difícil encontrar brasileiros que fazem questão de vivenciar ao máximo os dias dedicados à folia de Momo. E isso inclui certas “loucuras de carnaval”, que trazem além da alegria, histórias para contar e guardar para o resto da vida.

O diretor comercial Raul Trindade é um desses apaixonados que não medem esforços para ter um carnaval inesquecível. Destaque oficial categoria luxo da Escola de Samba Aparecida, ele foi “intimado” pela diretoria da escola, quando a mesma completou 25 anos de existência, a desfilar vestido como a santa que dá nome à agremiação.
No alto do carro, numa estrutura de 60cm de diâmetro, Raul precisou equilibrar a fantasia de 68 kg, 4 metros de altura e saia de 3,2 metros. Além do tamanho, muitas pedras, brilhos e plumas - como as 150 penas de faisão ao preço de R$ 85. No total, a vestimenta custou algo em torno de R$ 50 mil. “Procurei o Arcebispo para pedir autorização para desfilar vestido de Nossa Senhora e, na hora do desfile, as pessoas tinham todo um respeito, chegavam a se ajoelhar. Foi emocionante”, lembra.
In door
Há também aqueles que, de tão apaixonados, preferem levar a festa para dentro de casa. É o caso do advogado e jornalista Gebes Medeiros que criou, com o irmão Victor, uma “banda indoor” chamada de “Dog’s bar”, uma referência ao apelido do pai e ao bar localizado na residência da família, que costuma ser o lugar de confraternização dos parentes e amigos durante todo o ano. Fundada em 2010 a partir de uma conversa entre os irmãos e alguns amigos, a banda tem organização de festas comerciais, mas com a vantagem da intimidade e segurança proporcionada pelo local.
(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).