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Já pensou em adotar um coelhinho de estimação?

Então saiba tudo sobre como criar esses adoráveis animais, que são o símbolo da Páscoa, no especial preparado por VIDA & ESTILO!

Os pets devem ser alimentados com folhas escuras e ração apropriada; acima, Ana Isabelly e seu Jack White

Os pets devem ser alimentados com folhas escuras e ração apropriada; acima, Ana Isabelly e seu Jack White (Antonio Lima)

Que os adoráveis coelhos foram tomados como o símbolo principal da Páscoa (depois da ressurreição de Cristo) todos já sabem. Mas restringir os felpudos a isso é mero equívoco: tanto quanto qualquer outro pet, os coelhos têm sido a opção de muitas famílias na hora de adotar um animal de estimação, deixando de lado o estigma de associá-los quase que unicamente ao personagem Sansão, da revista da “Turma da Mônica”, ou de lembrar deles apenas na hora de contar para as crianças quem é que entrega o tradicional ovo de chocolate “de todos os anos”.

Talvez o karma do sobrenome seja o que fez o estudante de publicidade Vitor Coelho a ter amor pelos coelhos. Ainda que o coelhinho Bartolomeu esteja com ele há apenas um mês, a paixão pelo animal felpudo o acompanha durante uma vida inteira. O simbolismo do bichinho representado no sobrenome de Vitor é o que o fez levar o desejo adiante. “Gosto do meu sobrenome, acho coelhos bonitos e legais. Até tatuagem de coelho eu tenho”, adianta ele.

Conforme o estudante, que o alimenta com ração para coelhos e couve, o coelhinho de olhos azuis é bem ativo e gosta de ficar correndo. E por mais que o caráter de desconfiança eterna faça parte do comportamento do animal, o estudante arrisca: “Ele não tem medo de mim”, diz. A vida com Bartolomeu não é das mais fáceis: todo o cuidado é pouco com o pet. Conforme o dono, ele faz muita sujeira, e precisa sempre de mordedores para conter o desejo eterno de roer tudo o que encontra pelo caminho. Mas a beleza do animal faz com que o coração do futuro publicitário amoleça. “Eu o amo”, afirma ele.

Preparo para recebê-los

Há mais ou menos três anos a estudante de medicina Ana Isabelly Corrêa cria o doce Jack White, apelidado de “Fofo” pela família. O objetivo era dar de cara com um animal “realmente fofinho e comportado”, e depois de um tempo ela alega que percebeu no coelho um animal também muito carinhoso. “O pelo dele é muito macio. Ele às vezes brinca com o Angus (cachorro) e adora uma bola também)”, conta ela.

A estudante afirma que, entre as desvantagens da criação está o espírito “espaçoso” de Fofo. “E você realmente precisa ter muito tempo para se dedicar, porque eles fazem uma sujeirinha considerável, como xixi e cocô... além de soltar muitos pelos”, destaca ela. Outra desvantagem que Ana cita é nunca poder deixa-lo perto de sandálias, fios, fones de ouvidos e coisas que possam ser roídas por ele. “Ele adora roer tudo. Já perdi um sapato e um fone de ouvido no começo. Hoje em dia já estou mais preparada (risos)”, comenta.

Apesar da mania de roer, a personalidade do animal é um pouco mais contida em relação a bichos de estimação tradicionais, como cachorros e gatos, mas ainda assim encontra formas de se interligar com o dono. Fofo, segundo Isabelly, já encontrou a sua. “Quando ele quer carinho, ele fica rodeando os nossos pés, e adora quando fazemos carinho na cabeça e tronco. Às vezes, ele até dorme”, derrete-se a estudante.


Cuidados

E para quem cria ou quer levar um coelho para casa precisa atentar para duas coisas: a alimentação e o ambiente em que eles vão viver, segundo o veterinário Carlos Jatobá, especialista em Clínica de Pequenos Animais. Ainda conforme ele, o coelho possui uma intensa necessidade de roer, o que não o iguala de jeito nenhum a um roedor: o animal pertence à casa dos lagomorfos. Para quem pretende deixá-los soltos no quintal, é bom se preparar para um animal que irá fazer buracos, por ser um animal de tocas, devido, em vida livre, sempre ser presa. Isso faz com que ele se sinta protegido, de acordo com Jatobá.

Estimular o ato de roer também é importante porque os dentes deles estão em constante crescimento e precisam sempre ser gastos. “É bom o dono fornecer determinados tipos de vegetação que estimule o desgaste dos dentes, como os capins comuns e algumas folhas escuras”, diz Carlos.

Atenção redobrada

Outros cuidados que devem ser tomados giram em torno do manejo dele. Aquela imagem da Mônica carregando o coelho de pelúcia pelas orelhas deve ficar só nos quadrinhos mesmo, segundo Carlos. “A pele deles é muito fina e sensível, e pegar dessa forma pode machucá-los. Uma forma de manejar é carregando com cuidado ou segurando-o pela pele do pescoço, dando o suporte com as mãos por baixo dele”, confirma.

Os coelhos vivem dos cinco aos sete anos de idade, e o que os faz viver mais são os cuidados dedicados a eles. Para limpá-los, nunca dê banho diretamente, mas utilize pau de mármore, que facilita a eliminação da sujeira. E cuidado com as gaiolas com pisos de arame. “Elas podem causar lesões na pata do animal. O ideal é que a casinha tenha uma placa de alumínio em que seja toda furada, para que passe as fezes e urina, mas que seja plana, para que possam sustentar os pés”, comenta.

Os felpudos, por sua vez, são animais assustados por natureza. A forma com a qual ele é carregado pode assustá-lo bastante. “Eles são bonitinhos e fofinhos, mas não gostam de ser apertados. Por ser um animal silvestre, ele possui hábitos diferentes dos demais. Na medida em que o dono vai conhecendo e respeitando isso, com o tempo é possível desenvolver uma boa relação com ele”, finaliza o especialista.