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O prazer da maternidade em todas as suas dimensões

Conheça a novidade do Parto Orgásmico, uma série de técnicas para relaxar a mãe a ponto de sentir prazer sexual durante o nascimento do bebê

Parto Orgásmico permite que as mulheres, com preparo prévio, cheguem ao orgasmo durante o parto

Parto Orgásmico permite que as mulheres, com preparo prévio, cheguem ao orgasmo durante o parto (Reprodução)

O ato de dar à luz sempre foi um dos momentos mais substanciais e importantes na vida de qualquer mulher. O fantasma da dor física na passagem do filho para um novo mundo está, por sua vez, cada vez mais desmitificado. Em meio à tantas formas alternativas que afastam o sofrimento das gestantes na hora do nascimento dos filhos, existe há algum tempo uma modalidade um pouco mais desconhecida por muitas mulheres neste ramo: o chamado parto orgásmico, onde, através de uma intensa preparação psicológica na gestação, é possível relaxar a ponto de sentir prazer sexual no processo que envolve o nascimento do bebê.

Segundo o ginecologista e obstetra Afrânio Lins, o parto orgásmico é um tema novo e pouco difundido, dependendo especificamente da cabeça de cada mãe e da condução devida no pré-natal. O prazer só pode ser sentido pelo estímulo da musculatura da vagina durante o trabalho de parto avançado, no momento em que o bebê nasce. “Pode ser sentido através da liberação de ocitocina pelo organismo materno. Só que às vezes, por medo, a mãe acaba liberando a adrenalina, que inibe a ação da ocitocina”, pondera o médico.

Lins afirma ainda que é possível sentir prazer neste momento. “Tudo porque a passagem do bebê está em contato com a vagina, e estimula as terminações nervosas do canal vaginal”, ressalta ele, lembrando que a preparação para este parto depende de uma boa relação da mãe com o médico-assistente - que deve ser o mesmo durante todo o pré-natal - onde estará, com a ajuda dele e de um psicólogo, trabalhando a cabeça e o emocional para substituir a dor pelo prazer. “Tudo depende do desejo da mulher em querer. É tudo questão de trabalhar o psicológico da paciente”, aponta o obstetra.

Para a mulher poder se submeter ao parto orgásmico, basta a mãe estar apta para o parto vaginal e estar livre de contra-indicações ou patologias que a impeça de ter o filho por esta via. “O ambiente também é importante. É necessário o máximo de acolhimento, confiança total no médico condutor do parto e muita conversa”, salienta Afrânio.

Uma das disseminadoras do parto orgásmico pelo mundo, a parteira e enfermeira Elizabeth Davis, defende: “o parto é sexual”. O obstetra, por sua vez, diz que não é permitido generalizar. “Cada um tem a sua cabeça, suas inibições e traumas a serem trabalhados. Nem sempre uma pessoa criada sem preconceitos poderá, na sua vida adulta, ter participado uma única vez de um orgasmo, por exemplo. O parto é de natureza sexual, pois veio dessa célula. Mas não se pode afirmar que todas as mulheres estão prontas para encarar o parto orgásmico”, coloca ele.

Mães opinam

O parto orgásmico criou uma divisa de opiniões nas redes sociais. Enquanto há pessoas que o julgam “perturbador” “e “sexualizador” (por conta do prazer sexual obtido pela passagem do corpo do bebê pela vagina da mãe, justificam), há outras a achar que a mulher pode se dar ao direito de ter este bem-estar na hora do parto, a exemplo da modelo Ellen Zanardo.

“Porque não, sabe? O parto é um momento sublime, cheio de luz. Para mim, isso está longe de ser sexualizado: é uma possibilidade a mais da mulher se sentir bem em um momento em que normalmente imaginamos sentir o maior medo de uma vida, em que não sabemos o que vai acontecer”, reflete Zanardo. Já a diretora de arte Érica Lima, mãe de Vinícius, crê que, se estiverem asseguradas a saúde e a vida de mãe e filho durante o ato de dar à luz, tudo é permitido. “Eu me preocupo mais com a saúde e o risco de morte que um parto traz. A experiência de transcendência que esta modalidade oferece é realmente encantadora, visto que devemos sempre buscar o desenvolvimento interior”, aponta Lima.