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Mais realidade, menos fantasia: a ‘nova’ fórmula de sucesso da literatura juvenil

Obras como ‘A Culpa é das Estrelas’ e ‘Se Eu Ficar’, focadas em pessoas comuns e tramas românticas, travam embate com os livros de fantasia, como ‘Jogos Vorazes’ e ‘Divergente’

Romance: público se identificou com a história de ‘A Culpa é das Estrelas’

Romance: público se identificou com a história de ‘A Culpa é das Estrelas’ (Divulgação)

Primeiro veio “Harry Potter” (1997), depois “Percy Jackson: O Ladrão de Raios” (2005), seguidos por “Crepúsculo” (2005), “Jogos Vorazes” (2008) e, mais recentemente, “Divergente” (2011). Todos esses são títulos que alçaram, quase que instantaneamente, o topo da lista dos livros mais vendidos em diversos países - Brasil incluso. A fórmula que explora um universo fantasioso ora habitado por bruxos ou vampiros, ora situado num futuro utópico, parecia imbatível entre o público jovem de todo o mundo. Até agora.

De uns tempos para cá, os leitores mais assíduos vêm se desapegando dessa receita e se rendendo a um “novo” modelo de literatura juvenil ou jovem adulta - Young Adult, ou YA -, mostrando que não são apenas as tramas de fantasia que têm espaço cativo em suas estantes.

Saem de cena os heróis com qualidades mágicas e ambição infinita e dão espaço a adolescentes normais, cujas batalhas, dramas e dilemas pessoais são facilmente relacionáveis com quem os lê. Para ilustrar essa febre, em território nacional, é só bater o olho na lista dos mais vendidos das principais livrarias do País. Não tem erro, praticamente toda a coleção literária de John Green (referência nesse segmento) se encontra no topo da lista.

No entanto, por mais que o gênero tenha ganhado certa notoriedade com “A Culpa é das Estrelas”, “Cidades de Papel” e cia., obras de Green, ele sempre se fez presente na literatura juvenil, como explica a ilustradora Irena Freitas: “A única diferença é que os estúdios de cinema tinham parado de apostar nessas adaptações, porque achavam que só filmes com cena de ação e suspense podiam dar dinheiro na bilheteria”, diz. “Mas (essas obras) já tinham sucesso e visibilidade”, defende a ilustradora.

E os números sustentam as palavras de Irena. Com exceção de “Divergente”, todos os filmes baseados numa obra juvenil de fantasia, lançados após “Jogos Vorazes”, foram verdadeiros fiascos nos cinemas, como “Dezesseis Luas”, “Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” e “Academia de Vampiros: O Beijo das Sombras”.

Segundo a designer, porém, o fracasso na telona não reflete a realidade desses títulos no campo da literatura. “Eles ainda fazem muito sucesso”, frisa a ilustradora. “O problema é que eles (esses filmes) foram muito mal produzidos e adaptados. Você tira pelo elenco. Os atores de ‘Jogos Vorazes’ são super conceituados, enquanto os de ‘Instrumentos Mortais’ desconhecidos”.

Modinha

Como consequência do sucesso de público e crítica que “A Culpa é das Estrelas” conquistou nos cinemas, outras diversas obras do gênero ganharam sinal verde dos grandes estúdios de Hollywood para serem produzidas, como “Cidades de Papel”; “Where Rainbows End”, de Cecelia Ahern; e “Se Eu Ficar”, de Gayle Forman.

Este último, inclusive, invadirá a grande tela já neste mês de setembro, com lançamento agendado no Brasil para o dia 4. Estrelada por Chloë Grace Moretz, a história narra a vida da jovem música Mia Hall até o acidente de carro que levou a sua morte, aos 17 anos de idade.