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A silenciosa doença provocada pela gordura no fígado

A esteatose hepática é uma doença silenciosa e fruto de hábitos alimentares inadequados

Um dos motivos da alta incidência de gordura no fígado do amazonense é o seu mau hábito alimentar

Um dos motivos da alta incidência de gordura no fígado do amazonense é o seu mau hábito alimentar (Reprodução)

A sociedade brasileira de hepatologia deve iniciar, em breve, uma pesquisa em todas as capitais do País sobre a incidência de esteatose hepática, ou gordura no fígado, como é popularmente conhecida. A informação é do vice-presidente da entidade, o médico amazonense José Carlos Ferraz da Fonseca.

Segundo o especialista, de cada dez pacientes que ele atende no consultório em Manaus, seis possuem diagnóstico de esteatose hepática. Um dos motivos da alta incidência, segundo ele, é o hábito alimentar do amazonense. “O problema é a qualidade do alimento consumido, geralmente frito e rico em gordura”, observa.

Comidas gordurosas contribuem para surgimento da doença


Nível

O hepatologista explica que a esteatose hepática nem sempre pode ser considerada doença. No estágio inicial, ou zero, quando o paciente possui uma gordura no fígado discreta, sem que ocorra alterações nos exames da função hepática, o problema pode ser resolvido com dieta, medicação e exercícios físicos.

“Quando a esteatose hepática alcança o nível de doença, isso significa que a pessoa tem a gordura no fígado e tem alteração nas funções hepáticas, com o aumento das enzimas ALT (alanina aminotransferase), AST ( aspartato de amino transferase) e a gama GT (Gama glutamil transpeptidase)”, ensina, acrescentando que o depósito de gordura no fígado funciona como um processo inflamatório, que se ocorrer de forma contínua, irá levar o paciente a uma hepatite crônica e, no estágio mais grave ( ou estágio 3), a uma cirrose hepática.

Causas

Uma das principais causas de gordura no fígado é o consumo de bebidas alcoólicas. De acordo com José Carlos Ferraz da Fonseca, numa fase inicial o álcool tem a capacidade de fazer com que as células do fígado aumentem de volume com depósito de gordura.

 “Noventa por cento dos meus pacientes que possuem esteatose hepática tem histórico de consumo de álcool”, afirma. Ele cita também como causas da doença: obesidade, diabetes, o uso de determinadas drogas (medicamentos), hipertensão arterial e distúrbios hormonais (principalmente nas mulheres que estão na menopausa).

Diagnóstico

A esteatose hepática é uma doença silenciosa. A recomendação, segundo o hepatologista, é que a partir dos 18 anos, todos procurem um médico, ao menos uma vez ao ano, para fazer um exame geral para verificar a função hepática, colesterol e glicose, além de uma ultrassonografia do abdômen.

 “O diagnóstico do acúmulo de gordura no fígado é feito por ultrassonografia. O exame de sangue dá o diagnóstico etiológico, ou seja, da causa da esteatose hepática. É quando você faz a dosagem das transaminases (enzimas que aumentam quando o fígado PE agredido), a dosagem da glicose, da insulina, para que se chegue a uma conclusão”, explica.

 

Ttratamento

A combinação de medicamentos, dieta saudável e prática de exercícios físicos é o tratamento indicado para os pacientes diagnosticados com o acúmulo de gordura no fígado. Quando não há alteração hepática, o tratamento leva de seis meses a dois anos.

 José Carlos Ferraz da Fonseca alerta ainda que pesquisas recentes descobriram que o vírus da hepatite tipo C produz gordura no fígado para se alimentar. “Indico aos meus pacientes com esteatose hepática que façam a sorologia para hepatite C, pois é uma doença com incidência significativa no mundo inteiro”, observa.

 Em crianças

A esteatose hepática não é uma doença só de adultos. Crianças “pré-diabéticas” também podem desenvolver o problema. “Trato de um garoto que não tem só uma esteatose hepática, mas já tem uma nova síndrome, que é a esteato hepatite, quando o depósito de gordura no fígado é acompanhado de hepatite. Ele tem problema relacionado ao hiperinsulinismo, quando o fígado não consegue queimar toda a gordura e começa a produzir insulina em grande quantidade, o que desencadeia a hepatite”.